Refletindo acerca dos comentários de vocês sobre a tela Iniciar

Criando o Windows 8

Nos bastidores com a equipe de engenharia do Windows

Refletindo acerca dos comentários de vocês sobre a tela Iniciar

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As duas postagens recentes sobre a experiência de inicialização no Windows 8 geraram muita discussão. Os feedbacks daqueles que usaram o Developer Preview estão nos ajudando a compreender os seus padrões de uso individuais e o que está mais fácil ou mais difícil em relação ao Windows 7. Gostaria de lembrar que lançamos a versão do Windows Developer Preview com o produto inteiro "habilitado", mesmo que ainda tivéssemos muito trabalho a fazer em termos de recursos da interface do usuário. Fizemos isso a fim de estimular o diálogo e gostaríamos que as pessoas entendessem que o produto não está pronto. Recebemos alguns comentários acalorados que enfocavam "escolha" ou "desativação". Embora essa tenha sido uma reação natural à mudança, talvez não seja a melhor maneira de dialogar sobre um novo produto. O principal objetivo desta postagem é assegurar que levamos em consideração os seus comentários construtivos sobre o design enquanto ele continua sendo desenvolvido. Marina Dukhon, gerente de programas sênior da equipe de Experiência geral, escreveu esta postagem concentrando-se em comentários específicos e no que estamos fazendo com base no que vocês disseram. --Steven

Em nome da equipe, eu gostaria de agradecer a todos pela participação ativa nos blogs sobre a tela Iniciar na semana passada. Estamos acompanhando todos os comentários e respondendo o máximo possível. Sabemos que grandes mudanças como essa podem ser polêmicas e estamos ansiosos para continuar mantendo esse diálogo com vocês. Gostaria de abordar alguns tópicos específicos que foram levantados até agora e dizem respeito ao design. Sei que isso não responderá a todas as suas perguntas, mas tenha a certeza de que estamos ouvindo e manteremos esse constante diálogo.

Os dados dão conta de todos os clientes?

@Andrew escreveu:

"Gostaria de chamar a atenção para o fato de que esses dados que vocês coletam são provavelmente de usuários não corporativos, vocês estão baseando as suas estatísticas em usuários domésticos e não em usuários empresariais. A maioria das empresas desativam o Programa de Aperfeiçoamento da Experiência do Usuário por padrão na Política de Grupo por precaução de segurança e para evitar o falatório na rede."

Andrew, embora seja verdade que algumas empresas optem por não habilitar o Programa de Aperfeiçoamento da Experiência do Usuário (que nos fornece informações consentidas e voluntárias sobre como as pessoas estão usando o Windows), ainda recebemos uma enorme quantidade de dados desse programa, incluindo de clientes corporativos. Além disso, sabendo a região, o idioma, a edição e os atributos de implantação do produto, podemos refinar ainda mais os dados, conforme necessário. Com frequência nos referimos a esses dados como um "censo" completo (observando novamente que as fontes são consentidas e anônimas), pois o número de pontos de dados únicos é superior a uma "amostragem".

Além do programa CEIP, temos uma grande variedade de canais com os nossos clientes corporativos para entendermos suas necessidades. Por exemplo, sempre coletamos comentários por meio de interações diretas com os clientes (como em visitas no local e nos nossos centros de treinamento em todo o mundo), de conselhos consultivos, de pessoas que testam versões de pré-lançamento dos programas e de eventos públicos, como o TechEd e a //build/. Também trabalhamos estreitamente com analistas do setor (por meio de consultoria e pesquisa) e realizamos inúmeras pesquisas próprias diretamente. Por meio dessas interações, ficamos sabendo sobre o tipo de funcionalidade e controle que as empresas desejam no menu Iniciar e com certeza estamos levando isso em consideração ao criar e desenvolver as alterações do Windows 8.

Observando os dados, podemos ver que os clientes corporativos realmente têm algumas experiências diferentes com o menu Iniciar:

  • Enquanto 81% dos usuários domésticos têm os links padrão, como o Painel de controle, Jogos e Documentos à direita do menu Iniciar, o mesmo ocorre apenas com menos de 2% dos clientes corporativos.
  • A maioria das pessoas removeram alguns itens dessa parte do menu Iniciar (sendo os pontos de entrada do Media Center e jogos removidos com mais frequência).
  • Os usuários corporativos iniciam aplicativos fixados no menu Iniciar com uma frequência 68% maior do que os usuários domésticos, mas o uso de itens fixados ainda é inferior a 10% das sessões.
O que estamos fazendo com essas informações?

Em geral, membros de empresas usam um menu Iniciar personalizado por seus administradores. Usando essa pesquisa e as nossas interações com a comunidade empresarial, estamos trabalhando em recursos especiais que possam ajudar a atender à necessidade de personalização da tela Iniciar. Por exemplo, as empresas podem remover itens como Jogos e Ajuda e Suporte da tela Iniciar. No Windows 8, damos suporte a cenários de implantação que incluem telas Iniciar com um layout de mosaicos que atendem às necessidades de grupos de negócios, permitindo um número ainda maior de aplicativos fixos a serem pré-definidos para seus usuários. Nós também damos suporte ao bloqueio gerenciado da personalização da tela Iniciar para que ela fique consistente em toda a corporação. Esses recursos foram construídos especialmente para os nossos clientes corporativos, levando em consideração as funcionalidades existentes que oferecemos no passado e suas necessidades previstas para o futuro. Como muitos sabem, pessoas especialistas em tecnologia também podem usar essas personalizações.

A tela Iniciar é menos eficiente para uma rápida exibição do PC?

@mt327000 escreveu:

"A tela Iniciar é uma confusão de ícones e, além de todos os problemas do menu Iniciar descritos por vocês, ela acrescenta outros. Mantenho uma área de trabalho muito limpa e organizada, e posso ver tudo o que há no meu computador rapidamente na exibição "Todos os Programas" introduzida no Windows Vista. Para mim, a tela Iniciar simplesmente não funciona nem apresenta vantagens sobre o menu Iniciar, que é superior."

Esses comentários foram muito claros no que diz respeito ao fato de saber o que está no PC e ver tudo rapidamente ser um aspecto importante para o nosso controle. Vamos falar um pouco sobre como isso funciona no menu Iniciar em comparação com a tela Iniciar.

Hoje, no menu Iniciar, quando expandimos o submenu Todos os Programas, vemos, por padrão, um total de 20 aplicativos sem rolarmos a tela, independentemente do tamanho do monitor. Em uma de nossas pesquisas, descobrimos que os usuários iniciam uma média de 57 aplicativos diferentes em vários meses. E isso nem inclui o grande número de sites que as pessoas usam diariamente (para fins de iniciar e fixar itens, acreditamos que considerar os sites seja importante), muitos dos quais podem vir a ser aplicativos com o estilo Metro. Portanto, você pode ver como uma pequena janela que mostra 20 itens não é dimensionável nesse cenário. Os comentários foram claros quanto ao fato de que esse dimensionamento é rotineiro para as pessoas que estão lendo o blog e acreditamos que seu uso tenda a seguir essa direção.

Todos os Programas no menu Iniciar

Conforme os aplicativos são instalados no computador, é necessário rolar a exibição de Todos os Programas para ver as pastas de todos os aplicativos

Além dos bens limitados, os aplicativos em Todos os Programas ficam escondidos em pastas e subpastas de hierarquia, sem ícones para ajudá-lo a ir para o lugar certo. Para piorar tudo, os itens ficam pulando conforme você expande e recolhe as pastas a procura do aplicativo certo, tornando a experiência ainda menos eficiente. Alguns observaram que essa limitação foi uma regressão do menu Iniciar do Windows XP. Embora tecnicamente isso seja verdade, nós estamos trabalhando com um menu e, como tal, trata-se de uma única coluna com hierarquia que exige bastante habilidade do usuário para navegação. Os comentários sobre a dimensão do antigo design do Windows XP foram muito negativos ao longo do tempo e levaram à sua recriação no Vista e no Windows 7.

No Windows 8, consideramos que há ainda mais aplicativos (e sites) do que nas épocas do XP/Vista/7 e, portanto, precisamos de ainda mais escalonamento. Também desejamos oferecer uma exibição rápida e um modelo de navegação que exigisse muito menos habilidade. Usando a tela inteira, agora nós podemos mostrar mais aplicativos sem a necessidade de rolar ou navegar na hierarquia. Ao achatar a hierarquia, oferecemos uma maneira de aproveitar a iconografia dos aplicativos sem a chatice de ficar clicando em pastas para encontrar um aplicativo sob o nome de seu fabricante. Com o tempo, isso também resolverá outra fonte de reclamação comum: ao renomear, combinar e reorganizar pastas (o que talvez você faça a fim de evitar a quebra do menu), você perderia a capacidade de fazer desinstalações de forma limpa, o que geraria uma coleção de lixo periódica do menu Iniciar para evitar links inativos.

Como falaremos mais à frente nesta postagem, a habilidade necessária para se navegar na interface de um menu muito grande não combina com um bom design de interface do usuário. Mesmo que os itens que você deseja acessar sejam acessados raramente, a experiência completa é prejudicada quando limitada a um menu. Algumas pessoas sugeriram que, usando os menus com o estilo do XP, que se quebram em colunas na tela, ou aumentando o tamanho do menu Iniciar atual, os problemas que estamos trabalhando para resolver seriam "solucionados". Vamos falar sobre a Lei de Fitts e como não adiantaria aumentar o tamanho do menu ou quebrá-lo em colunas. À medida em que os tamanhos dos monitores e DPI aumentam, fica cada vez mais difícil ziguezaguear no menu para alcançar botões estreitos. Veja esta captura de tela enviada por um comentário feito por @Bleipriester, em que podemos ver o "caminho" necessário do mouse, bem como a ajuda de navegação adicional das divisas para baixo/cima. Lembre-se disso enquanto discutirmos a Lei de Fitts abaixo.

Proposta de menu Iniciar de @Bleipriester com 3 colunas de navegação

Menu Iniciar desenvolvido por @Bleipriester, mostrando várias colunas de navegação

Conforme o tamanho do monitor aumenta, a tela de aplicativos (e a exibição de todos os aplicativos da tela Iniciar) se torna mais avançada. Veja como o número de aplicativos mostrados na tela de aplicativos aumenta em monitores de diferentes tamanhos nas nossas últimas versões:

Fator forma provável

Tamanho
(polegadas)

Resolução(ões)

Nº de mosaicos em uma página da tela de aplicativos

Nº de itens em uma página de Todos os programas

Laptop

12,1

1280 x 800

36

20

 

13

1366 x 768

40

20

 

13,3

1440 x 900

42

20

Desktop

21,5

1920 x 1080

80

20

 

23

1920 x 1080

80

20

 

27

2560 x 1440

150

20

Número estimado de aplicativos visíveis em uma tela de aplicativos em diferentes monitores

Os seus comentários foram claros e concordamos com muitos dos problemas de design levantados. Algumas pessoas mencionaram como é difícil encontrar um aplicativo quando o nome de sua pasta não está mais disponível e como a remoção completa da estrutura de pastas dificultou a localização de um aplicativo que pertencia a um pacote.

Citando @aroush:

A lista no estilo metro de todos os aplicativos não é adequada por relacionar tudo em ordem alfabética e não sei o nome de todos aqueles programas adicionais."

Estamos trabalhando para solucionar isso no momento. Veja o nosso último design da tela de aplicativos, que adicionaria a estrutura com a qual você está acostumado com pastas em Todos os programas hoje.

Tela de aplicativos remodelada com pacotes de aplicativos organizados em grupos

Podemos ver aqui que, como no menu Iniciar, os pacotes de aplicativos agora estão organizados em grupos, e não em uma lista ordenada alfabeticamente. Dessa forma, se você, por exemplo, desejar procurar algo que veio no pacote do Visual Studio, mas não conseguir se lembrar do nome exato do aplicativo, será muito mais fácil localizar. E a sua lista em ordem alfabética não ficaria mais desorganizada com mosaicos de aplicativos que têm nomes desconhecidos porque o desenvolvedor se baseou no nome da pasta para informar o nome real do executável.

Além de adicionar a estrutura de pastas a essa tela e organizar aplicativos dentro de seus respectivos pacotes, também estamos tornando essa exibição mais "densa". Com a adição de mais conteúdo ainda, podemos ver rapidamente o que o computador tem instalado, com menos necessidade de rolar a tela. Isso também diminui necessidade de se navegar em uma estrutura de menu quebrada ou manter pastas ou pastas de programas aninhadas.

Com esse design, aperfeiçoamos a visualização do sistema, o que nos dá uma confiança sobre o que está instalado nele a qualquer momento.

A nova tela Iniciar permite o tipo de personalização de que preciso para ser produtivo no meu trabalho?

@Ed1P escreveu:

"Embora eu possa observar que a substituição pela tela Iniciar com o estilo Metro funcione bem em telas sensíveis ao toque em computadores com fator forma pequeno, ela diminuirá drasticamente a minha produtividade em um desktop com um monitor widescreen grande. Tenho 50 aplicativos e pastas que acesso regularmente durante o período de uma sessão de trabalho. Não uso o meu menu Iniciar do Windows 7 personalizado (sim, você PODE personalizá-lo e fazer tudo o que a Alice disse que é impossível, clicando com o botão direito do mouse em "Todos os programas" na parte inferior do menu Iniciar e organizando as pastas de programas. Em vez disso, agora eu uso o aplicativo Stardock Fences que me permite agrupar os itens como mosaicos que podem ser acessadas imediatamente na tela.

Reconheço a semelhança entre os meus grupos do Stardock Fences e as "páginas" da tela Iniciar com o estilo Metro, no entanto, uma grande diferença que torna o Fences mais produtivo do que o Metro é a possibilidade de agrupar itens e fixá-los verticalmente no lado esquerdo da tela, deixando o lado direito livre para gadgets de atualização dinâmica e o centro como uma área útil de 1200 x 1024. Uso essa área feliz para codificar ou modelar em 3D e posso alternar rapidamente o que estou fazendo enquanto fico de olho nas atualizações do Live. Eu raramente uso a barra de tarefas, ela é apenas uma área de alertas com ocultação automática.

O Metro seria muito mais útil para o layout da minha área de trabalho se fosse possível usá-lo verticalmente e fixá-lo de um lado. Melhor ainda seria se ele pudesse ser dividido em duas áreas com rolagem vertical: gadgets/atualizações do Live em uma área e a inicialização de arquivo/pasta, aplicativos em outra, deixando uma grande área de trabalho no meio."

Agradecemos o comentário. Você obviamente levou muito tempo para personalizar o computador para que ficasse do jeito que você queria. Esse é um bom exemplo de como o Windows é capaz de oferecer flexibilidade para seu grande número de usuários. Continuaremos oferecendo essa flexibilidade no Windows 8 e esperamos que continue havendo um enorme número de lançamentos de aplicativos de 3os disponíveis para que os usuários atendam a suas necessidades específicas. Muitas possibilidades de extensão foram omitidas de forma intencional do Developer Preview, mas estarão presentes no produto final: cores e planos de fundo, por exemplo. Mas vamos nos concentrar nesse nível avançado de personalização.

O nível de personalização que você aplicou ao seu computador é certamente algo que consideramos típico de um usuário "avançado". Podemos observar o seu nível avançado pelo uso de pastas e aplicativos em uma sessão de trabalho. A tabela mostra o que vemos as pessoas fazerem em seus computadores durante uma sessão de trabalho:

Número máximo de janelas abertas

percentagem de sessões

0-5

20,40%

6-9

49,30%

10-14

21,30%

15-19

4,60%

20-24

2,69%

25-29

1,30%

30-39

0,23%

40-49

0,08%

50-59

0,03%

60-79

0,03%

80-99

0,01%

100+

0,03%

O número máximo de janelas que as pessoas deixam abertas durante um determinado período em uma sessão

Podemos notar que os seus números são certamente superiores aos de um usuário "médio", mas temos usuários de todos os níveis usando o nosso sistema. Os usuários básicos diriam que se trata de uma sessão "rápida" em que você faz logon para fazer uma coisa apenas e em seguida faz logoff (e até mesmo profissionais fazem isso). Por outro lado, esses dados também podem incluir pessoas que iniciaram malware sem saber e tinham inúmeras janelas abertas. Por isso, acreditamos que, analisando o conjunto de dados, as médias sejam realistas. Sabemos que há uma tendência a tentar usar os dados para defender um determinado ponto de vista ou outro. Por isso, desejamos mostrar aqui todo o contexto de dados para garantir a compreensão de todas as limitações. Fornecemos esses dados para esclarecer as opções de design, não para recomendá-los.

Embora algumas pessoas possam dizer que criamos o sistema para usuários básicos, isso com certeza não é verdade. Por outro lado, esperamos que todos compreendam que, criar o sistema para usuários avançados afugentaria um amplo conjunto de clientes. O foco do nosso design é popular e oferecemos a flexibilidade para usuários avançados. Não há nada de novo nessa nossa abordagem e ela é usada na criação geral do Windows.

Um dos aspectos populares do Fences é a possibilidade de agrupar os itens de maneira lógica e até mesmo nomear os seus grupos. Mas você também indicou uma dificuldade nesse design: os grupos ficam na área de trabalho, abaixo de todas as janelas que você estiver usando, o que dificulta o acesso quando estamos no meio de alguma atividade. Como eu não sei como é a sua configuração, é difícil saber se as minhas suposições abaixo estão corretas, mas talvez eu possa imaginar o que usuários com essa abordagem talvez tenham que gerenciar constantemente (aparentemente, é trabalhoso encontrar um equilíbrio ideal). Seria necessário gastar um tempo reorganizando o espaço de trabalho para permitir que as janelas abertas ficassem ao lado do iniciador, para que você pudesse acessá-lo rapidamente e, ao mesmo tempo, pudesse ver as atualizações dinâmicas. Tudo isso ao custo de menos espaço na tela e da necessidade de um maior gerenciamento manual e delicado das janelas.

A vantagem de se organizar o conteúdo em um plano 2D

Outro aspecto importante do Fences é a disposição espacial que você pode usar para organizar os atalhos. Sabemos que lembrar onde algo está localizado é muito mais fácil em um espaço bidimensional do que em uma lista unidimensional. O nosso cérebro tende a se lembrar naturalmente de uma localização, quando há outras propriedades como cor e tamanho. Portanto, localizar um item que você lembra estar na parte superior direita da sua tela é mais rápido do que examinar uma lista organizada alfabeticamente. Outra crítica comum às pastas do menu Iniciar é o fato de todas elas começarem pela mesma letra. Para distingui-las, é necessário ler várias palavras (por exemplo, designers têm várias pastas que começam pela letra "A", a inicial de um fabricante dessas ferramentas).

Há um amplo conjunto de resultados de pesquisa que comprova que a existência de várias características ou atributos facilita a localização de um determinado item de forma rápida e eficiente. O Windows já tira proveito disso, mostrando detalhes de arquivos ou resultados de pesquisa, ou exibindo uma miniatura e um título da janela aberta. Criamos a tela Iniciar com base em características do processo cognitivo humano. Essas características são padrões neurológicos básicos considerados na evolução que permitiu o nosso primeiro uso de computadores:

  • Memória espacial humana - a capacidade de nos lembrarmos onde colocamos algum objeto ou onde algo será exibido. Isso também inclui o aproveitamento das relações espaciais: como diferentes itens são localizados no espaço em relação uns com os outros.
  • Memória muscular - uma tarefa motora que se torna automática e pode ser realizada sem um esforço consciente.
  • Chunking– agrupamento de itens para facilitar sua recordação posteriormente.
  • Teoria de detecção de sinais– a capacidade de identificar um item de interesse mesmo quando há muito "ruído" ou itens que não são de interesse.

Quisemos criar um design que levasse essas características em consideração. Com o modo de exibição Todos os programas e o MFU (lista de itens mais utilizados) ou listas fixadas no menu Iniciar, o espaço e o layout eram muito restritos. É impossível desenvolver uma estrutura espacial sofisticada com uma lista unidimensional. Com a tela Iniciar, podemos utilizar um espaço bidimensional. O Microsoft Research demonstrou em uma série de estudos de pesquisas diferentes, incluindo seu trabalho sobre memória espacial para o gerenciamento de documentos, recuperação de informações e no Task Gallery, que é possível melhorar a recuperação de itens mesmo após 6 meses sem uso, incluindo uma organização mais sofisticada em listas de texto visuais unidimensionais. Quisemos usar esse efeito para acelerar a localização de aplicativos específicos na tela Iniciar.

Muitos mencionaram o uso de monitores grandes ou vários monitores. Embora a reação imediata tenha sido de que a tela Iniciar não é ideal nesse caso, o objetivo do nosso design foi exatamente oferecer funcionalidade avançada para esse ambiente. Como em muitos casos, não é de se surpreender que a equipe de desenvolvimento seja composta por um grande número de usuários avançados de alta tecnologia com vários HD e telas executando muitos aplicativos com o Win32 continuamente. A tela Iniciar em um monitor central permite a inicialização e alternância mais rápidas quando se usa um grande número de aplicativos e sites. E, ao mesmo tempo, o recurso de exibição de alerta de status em uma variedade de aplicativos de negócios (a serem criados) oferecerá um nível mais avançado de funcionalidade.

Aproveitando a organização espacial na tela Iniciar

O agrupamento dos mosaicos na tela Iniciar foi criado com esses princípios em mente. Sabemos que o tamanho dos grupos varia naturalmente com base nos tipos de itens reunidos por você. Essa flexibilidade não apenas ajuda na organização, mas também na criação de um layout heterogêneo em que as formas e tamanhos variam de grupo para grupo. Isso facilita a localização de um mosaico quando se sabe que ela está em um grupo pequeno com uma borda direita irregular ou em um grupo grande que se parece um retângulo fechado.

Uma representação esquemática do layout da tela Iniciar

O layout da tela Iniciar aproveita a posição, forma, colocalização e cor para ajudá-lo a localizar aplicativos

Além de agrupar tamanhos e formas, posso utilizar vários outros fatores para localizar o meu mosaico. Seja porque ele se encontra no canto superior direito de um grupo (o mosaico vermelho), ao lado de um grande mosaico verde em um grupo grande (o mosaico preto), o primeiro mosaico quadrado na parte superior do meu grupo grande (mosaico azul-claro) ou o último mosaico na minha tela Iniciar (mosaico amarelo), agora eu posso me basear em diversos atributos para localizar algum item. O mesmo acontece quando vemos grupos de mosaicos: posso usar cor geral e forma de grupo para identificar o grupo que contém os meus jogos ou o grupo que contém os meus aplicativos de notícias conforme rolo a tela.

Explicando o reconhecimento espacial com base na evolução

Do ponto de vista evolutivo, esse tipo de reconhecimento está enraizado nas habilidades de sobrevivência mais básicas do nosso subconsciente. O ser humano usa mais de um sentido para mapear um estímulo. É necessário localizar cada estímulo (onde ele está?) e avaliá-lo (ele vai me comer?). Lembre-se disso para comparação e processamento futuros. A chave para tornar o processo rápido e fluido é apresentar informações suficientes que o usuário possa escolher corretamente e se lembrar de sua escolha, sem que seja necessário tanto processamento que o seu cérebro precise parar para interpretar aquilo que acabou de ver.

O fato de tudo isso parecer familiar se deve basicamente ao motivo pelo qual os ícones tendem a ser mais eficientes. E também por que padrões irregulares podem oferecer indicações visuais que reduzem a necessidade de processar informações, bastando apenas confiar nas habilidades sensório-motoras. E, claro, é por isso que blocos grandes com textos de formatação semelhante em um menu (ou botões gráficos) podem exigir mais tempo e maior esforço de processamento do cérebro. Veja aqui um bom artigo escrito por um leigo sobre elementos de percepção visual e, claro, há muitos artigos altamente técnicos também.

Algumas pessoas sugeriram que usássemos menos espaço, mais transparência ou cantos arredondados para que o design ficasse com aspecto de doce. A clareza do espaço, planos de fundo e bordas sólidas, e retângulos é um grande aperfeiçoamento na capacidade de identificar os programas e evita a sobrecarga do cérebro, que causa problemas como dor de cabeça (veja esta pesquisa da Universidade de Massachusetts sobre a ilusão da borda mais clara e esta sobre a influência das cores). Basicamente, essas inclusões estéticas levam o seu cérebro a pensar que é necessário levar mais tempo "entendendo" os estímulos em vez de simplesmente reagir ao que ele vê.

Como estamos aperfeiçoando a personalização

Em termos de personalização, você está totalmente certo ao dizer que hoje é possível personalizar o menu Iniciar existente. O método mencionado por @Ed1p permite renomear pastas (quebrando a desinstalação), mudar arquivos de lugar (segundo o usuário e a configuração do computador) e reorganizar a árvore de aplicativos existente no sistema. Para os corajosos que desejarem usar o recurso de arrastar e soltar no menu Iniciar, isso também é possível (embora seja muito propenso a erros).

No entanto, essas maneiras de personalizar o sistema são muito avançadas e infelizmente não são usadas pela maioria dos clientes, mesmo que essa fosse a nossa intenção inicial. Além de ser demorado, o método é indireto, pois não é realizado dentro do menu Iniciar. Ele exige muito trabalho e alternância entre submenus e janelas do Explorer para se atingir o resultado final.

A personalização da tela Iniciar é um dos recursos que desejamos tornar excelentes e estamos fazendo várias iterações nela para torná-la melhor. No Windows Developer Preview, você já pode experimentar a flexibilidade dos tamanhos dos grupos, desafixar mosaicos e redimensionar mosaicos grandes para que fiquem quadrados. E, na versão Beta, você também poderá usar outros aperfeiçoamentos com base nisso, além de criar, nomear e reorganizar grupos.

@drewfus salientou:

"Quando eu disse: "A lista de aplicativos (no caso, mosaicos) em um PC não é nem conhecida nem fixa", eu estava me referindo ao fato de essa lista não ser constante. Ela aumenta com o tempo, mas o mais importante é que a ordem cronológica das inclusões jamais corresponde à importância das novas inclusões (exceto por coincidência), resultando em um impacto constante no layout da tela Iniciar existente dos usuários".

Foi bom você ter tocado nesse ponto. O seu conjunto de aplicativos provavelmente continuará crescendo e mudando com o tempo e você pode encontrar seus novos aplicativos favoritos meses após ter organizado a tela Iniciar pela primeira vez. O nosso objetivo é equilibrar a sua capacidade de controlar a sua tela Iniciar (ou seja, sem impactar o que você já organizou quando adquirir novos aplicativos, colocando-os no final) e alterá-la de forma simples quando desejar. A reorganização dos grupos contribui para a situação específica mencionada por @drewfus: conforme mais aplicativos são adicionados com o tempo, é possível que os favoritos venham a ficar no final da tela Iniciar. Com a reorganização dos grupos, facilitamos mover um grupo de aplicativos inteiro para a frente, sem que seja necessário movê-los um mosaico por vez e, tão facilmente quanto, também é possível mover um grupo de aplicativos para o final.

O Developer Preview estava obviamente incompleto quanto a esse aspecto e, dada a importância que damos a isso, esperamos chegar a uma solução que combine flexibilidade com o aperfeiçoamento geral que justifique a mudança em relação aos produtos anteriores.

A capacidade de colocar os aplicativos onde se deseja em um layout espacial para usar agrupamentos a fim de permitir um melhor reconhecimento e mudar os mosaicos de lugar na tela é um enorme aperfeiçoamento em relação ao menu Iniciar. Acreditamos que isso abra um mundo totalmente novo de organização e personalização que melhorará incrivelmente o trabalho com conjuntos de aplicativos e atalhos extremamente grandes.

Vocês nos fizeram investir em listas de atalhos e depois resolveram tirá-las?

@tN0 escreveu:

“Coloquem as Listas de atalhos nos mosaicos dinâmicos na tela Iniciar. Para acessá-las, bastaria tocar em um mosaico ou clicar com o botão direito do mouse para que elas fossem exibidas.”

Uma forma de acessar o conteúdo de um aplicativo rapidamente é um ótimo recurso e estamos felizes em ver o entusiasmo e o aumento do uso das listas de atalhos no Windows 7. Desenvolvemos um recurso novo para os aplicativos com o estilo Metro que usa o conceito da lista de atalhos. Acreditamos que será ainda mais avançado para os usuários finais e uma oportunidade ainda mais rica para os desenvolvedores de aplicativos. Primeiro, veja o plano de fundo do uso das listas de atalhos nos Windows hoje.

Uso atual das listas de atalhos

Embora as listas de atalhos tenham recebido crítica positiva dos nossos usuários entusiasmados, o fato é que o uso dessas listas no menu Iniciar (os documentos de um aplicativo mais recentemente usados, por exemplo) não fez tanto sucesso quanto na barra de tarefas. Comparando, 20% das sessões registram um clique para abrir uma lista de atalhos da barra de tarefas, enquanto apenas 1,2% das sessões registram um clique para acessar uma lista de atalhos do menu Iniciar. As pessoas também passam o mouse para acessar a lista de atalhos do menu Iniciar (e arrastam para acessar a lista de atalhos da barra de tarefas), mas é difícil levar esses números em consideração porque não podemos saber se o menu foi aberto intencionalmente ou se o mouse passou sobre o item por acaso. De qualquer forma, mesmo com as ativações acidentais do mouse, na melhor das hipóteses, as listas de atalhos do menu Iniciar são usadas duas vezes menos do que as da barra de tarefas.

Adaptando aos aplicativos com o estilo Metro

Com esses dados, sabíamos que era importante manter as listas de atalhos na barra de tarefas para os seus aplicativos da área de trabalho usados com mais frequência. Mas queríamos criar algo mais adequado para os aplicativos com o estilo Metro. A desvantagem das listas de atalhos existentes é que elas são limitadas para aquilo que o Windows entende melhor: arquivos. Isso é ótimo para aplicativos com foco em arquivos, mas os aplicativos de hoje estão se distanciando da noção de arquivos e voltando-se para o conteúdo hospedado, o que torna o conceito de listas de atalhos de documentos menos relevante.

Em vez de ampliar e desenvolver a estrutura de arquivos, a nossa visão de aplicativos com o estilo Metro é mais voltada para os aplicativos em si. Os aplicativos sabem melhor o tipo de conteúdo que hospedam: se é um RSS feed, um álbum, um controlador de pontos ou o perfil de uma pessoa, e eles podem melhor oferecer ao usuário um acesso rápido a esse conteúdo. Esse conteúdo não envolve arquivos no sistema conhecidos pelo Windows: são dados de dentro do aplicativo. Ampliamos o conceito de lista de atalhos para oferecer links semanticamente mais sofisticados.

Mas não queremos ter de gerenciar várias listas das nossas coisas favoritas. Um dos compromissos da tela Iniciar é ser o seu lugar pessoal para hospedar os aplicativos que você adora. Baseamos o recurso de mosaicos secundários na noção de que as pessoas desejam acessar rapidamente o conteúdo dos aplicativos de que necessitam para trabalhar e querem um lugar de fácil acesso. Com esse recurso, qualquer aplicativo com o estilo Metro pode permitir que um usuário fixe um novo mosaico em sua tela Iniciar, que o levará a qualquer parte do aplicativo. O mosaico pode até mesmo ser dinâmico, oferecendo atualizações para esse conteúdo específico. Não haveria motivo para que um aplicativo voltado para arquivos não oferecesse essa mesma funcionalidade para os arquivos. Sabemos, pelos dados de uso, que as pessoas são bastante meticulosas e prudentes ao reutilizar documentos comuns. Itens recém-usados compostos de arquivos fixados são extremamente populares em aplicativos do Office e na barra de tarefas. O suporte que oferecemos aos desenvolvedores facilitam isso.

Por exemplo, posso ter um mosaico social da minha melhor amiga fixado na minha tela Iniciar e acompanhar as suas atualizações. Ou posso acompanhar o feed do XKCD no meu leitor RSS. Ou pular rapidamente para uma lista de reprodução que eu gosto de escutar de manhã da mesma forma que faria usando uma lista de atalhos. Esperamos que aplicativos de linha de negócios permitam essa "vinculação profunda" com computadores específicos para monitoramento de dados da conta ou outro tipo de manipulação de exceção (conforme descrevemos com o nosso aplicativo de rastreamento de bugs). Tudo pela tela Iniciar. Todos eles organizados juntamente com outros aplicativos de que eu gosto de usar, portanto, eles são de rápido acesso e me levam rapidamente ao conteúdo que desejo.

Desenvolvendo os mosaicos secundários

Continuamos investindo para permitir que os desenvolvedores de aplicativos com o estilo Metro ofereçam conteúdo sofisticado e personalizado a seus usuários por meio de mosaicos dinâmicos. Os mosaicos secundários contribuirão enormemente para tornar o seu computador mais útil e pessoal, algo que você adore usar. Para ajudar, estamos criando ainda mais modelos de mosaicos dinâmicos para o nosso catálogo, de forma que os desenvolvedores possam possibilitar mais cenários para seus usuários.

Afinal, não se trata de um problema real de usabilidade?

@mt327000 escreveu:

"Todos os pedidos para a volta do menu Iniciar clássico não são meras reclamações contra a mudança. Na minha opinião, a nova tela Iniciar realmente é menos eficiente do que o menu Iniciar. Reconheço que algumas pessoas que fizeram comentários neste blog foram longe demais e recorreram a insultos na defesa de seus pontos de vista, mas sob uma perspectiva científica, se medirmos a usabilidade do Windows 7 e do Windows 8 em termos de contagem de cliques, o Windows 7 vence fácil. Não se trata de simples reclamação, mas de um problema de usabilidade real que esperamos que seja corrigido pela Microsoft."

Nós realmente precisamos insistir no fato de que a eficiência, isto é, tempo para concluir uma tarefa corretamente, é de fundamental importância no design. Nunca dizemos "mais importante" porque consideramos uma ampla gama de atributos ao planejar o funcionamento de um recurso (utilização de recursos, confiabilidade, acessibilidade, possibilidade de localização, segurança, treinamento, capacidade de descobertas etc). Conforme trabalhamos no aperfeiçoamento dos nossos produtos, tanto em termos de eficiência quanto de usabilidade, consideramos vários fatores para as abordagens para a interface de usuário, como a milhagem do mouse, tamanho do destino, tempo de carregamento, tempo de análise e contagens de clique do mouse (entre outros). Em qualquer mudança, há ganhos e perdas de eficiência, mas às vezes são necessários alguns inconvenientes para atingirmos um ganho líquido na eficiência quando tudo isso é considerado.

Um tema comum nos comentários tem sido a rejeição imediata à mudança, presumindo-se que qualquer alteração reduzirá a produtividade de tal forma que ela nunca será recuperada. Uma analogia que usamos é a de melhorias em estradas ou fluxo de tráfego. Por exemplo, uma nova pista ou saída. Esses tipos de projetos podem levar anos e, durante a construção, podemos ficar frustrados devido ao tempo perdido. Mas uma vez que o projeto é concluído, o nosso uso da rodovia é melhorado diariamente, assim como o uso por todo mundo. O "ganho líquido" é para todo o universo de viajantes, presentes e futuros. Os usuários atuais podem se prejudicados a curto prazo, mas o "ganho líquido" é a melhoria para todos. Sabemos que durante a construção, somos do tipo de pessoas que sentam e calculam se conseguiremos compensar o tempo perdido. Esse é o tipo de preocupação que ouvimos. Diferentemente da obra em uma rodovia, criamos as mudanças no Windows para que o retorno seja para todos, em um intervalo de horas, dias ou talvez semanas. Se a melhoria no fluxo de tráfego partisse do pressuposto de que ninguém seria interrompido, nem mesmo um pouco, nunca haveria nenhuma melhoria e haveria queda na qualidade do uso por todos. Com o Windows, nós vemos os mesmos desafios: precisamos melhorar o produto para novos usos e novos recursos de hardware e, dessa forma, há sempre uma transição. De forma muito semelhante à engenharia das estradas, não se mantêm os dois caminhos abertos e em funcionamento paralelamente. Mas, por sorte, diferentemente das obras, é possível controlar o próprio PC e alternar sempre que desejar. Esse é o caso específico das empresas, pois nos comprometemos a um ciclo de vida mínimo de 10 anos.

Um pequeno exemplo desse "ganho líquido" é a possibilidade de se pressionar a tecla do Windows e pesquisar imediatamente um aplicativo. Mesmo que a caixa de pesquisa não apareça na tela, nós nos esforçamos para garantir que você possa digitar imediatamente, protegendo a eficiência da pesquisa de aplicativos. Ao escolhermos esse design, sabemos que haverá um breve período para que as pessoas descubram esse recurso, mas uma vez descoberto, elas verão um enorme aumento da eficiência. Normalmente, a descoberta desse recurso ocorre em horas de uso do Windows 8, conforme vimos nos tweets sobre o uso do Developer Preview. Mesmo que demore mais tempo, o comando de pesquisa está lá. O controle de edição está a dois cliques de distância. E tornamos a vida de todos mais fácil, sem a confusão na interface do usuário.

Distância e cliques do mouse

Houve um tópico comum nos comentários quando se discutiu a eficiência com foco no número de cliques do mouse e a distância percorrida pelo mouse. Embora essas medidas de eficiência sejam importantes, outro fator de peso nessa equação é o tamanho do destino. Muitos de vocês já ouviram falar sobre a Lei de Fitts, mas vamos ver um resumo rápido de sua definição e como ela se aplica ao software.

A Lei de Fitts foi criada por Paul Fitts, psicólogo da Universidade do Estado de Ohio, especialista em aviação. Ele desenvolveu sua pesquisa para modelar a ergonomia da cabine do piloto e criou um modelo que foi formulado para projetar a velocidade com que um ser humano pode apontar um botão físico. Logo depois, as pessoas começaram a aplicar esse modelo ao software, examinando a velocidade com que alguém consegue alcançar algo na tela com um mouse.

A fórmula matemática é um tanto complexa, mas a premissa básica é esta:

  • Quanto mais longe o destino, mais tempo se leva para alcançá-lo com o mouse
  • Quanto menor o destino, mais tempo se leva para alcançá-lo com o mouse

Portanto, a velocidade com que um destino pode ser clicado com um mouse é um fator tanto de tamanho quanto de distância:

 Quadrado pequeno: Está perto, mas pequeno, portanto, é necessária mais precisão para atingi-lo; Quadrado grande: Está mais afastado, mas é grande, portanto, menos precisão é necessária para atingi-lo, sendo mais fácil e rápido de se clicar.
Quanto mais próximo o destino, mais rápido é possível alcançá-lo. Quanto maior o destino, mais rápido é possível alcançá-lo.

Uma fórmula comum que pode ser usada para comparar dois destinos de forma mais matemática, é a fórmula de Shannon:

T = a + b log 2 (1 + D/W)

Onde:

  • T é o tempo médio que se leva para alcançar o destino.
  • a e b são constantes empíricas determinadas por uma regressão linear.
  • D é a distância entre o ponto inicial e o centro do destino.
  • W é a largura ("width" em inglês) do destino medida pelo eixo de deslocamento (o quão perto do destino é necessário chegar para atingi-lo).
Como a Lei de Fitts se aplica ao Windows 8?

Uma das maneiras mais óbvias de aplicá-la ao Windows 8 é com o botão Iniciar. Embora tenhamos otimizado os Botões para o toque (com o botão Iniciar podendo ser acessado passando-se o dedo na borda direita da tela), preservamos um controle no canto esquerdo para usuários do mouse. Os cantos são considerados extremamente amplos de acordo com a Lei de Fitts, o que torna uma interface do usuário nesse local mais fácil de ser alcançada. Era importante manter a alta eficiência do botão Iniciar para os nossos usuários, portanto, fomos rígidos ao garantir que isso não fosse perdido ao criarmos um novo paradigma de interface do usuário.

Outro exemplo óbvio da Lei de Fitts em ação é a tela Iniciar. Em geral, os mosaicos ficam mais distantes do cursor do mouse do que os pontos de entrada no menu Iniciar, mas eles também são maiores, o que ajuda a zerar a perda de eficiência causada pela distância e ainda aumentar a eficiência.

Observamos os monitores de desktops e, controlando as constantes a e b por estarmos no mesmo dispositivo e variando D e W com base nos destinos tanto no menu quanto na tela Iniciar, calculamos a velocidade para se alcançar o link de um aplicativo. Depois aplicamos um mapa de calor para mostrar os resultados e ver estas comparações:

 Menu Iniciar sobreposto por um mapa de calor. Os itens na parte superior (mais longe do mouse) estão em vermelho, os do meio, em amarelo, e aqueles da parte inferior (mais próximos do mouse), em verde.
Mapa de calor do tempo que se leva para atingir itens no menu Iniciar a partir do botão Iniciar
(os itens verdes são os mais rápidos de se alcançar e os vermelhos são os mais devagar)

 Mapa de calor do tempo que se leva para atingir mosaicos na tela Iniciar partindo do botão Iniciar. Os mosaicos verdes estão no canto esquerdo inferior, mais perto do mouse, os amarelos estão no meio e os vermelhos estão na parte superior direita, mais longe do mouse.
Mapa de calor do tempo que se leva para atingir os mosaicos na tela Iniciar a partir do botão Iniciar
(os mosaicos verdes são os mais rápidos de se alcançar e os vermelhos são os mais devagar)

Contando o número de itens que aparecem em verde (delineados pela linha branca), há mais itens na tela Iniciar (cerca de 17 mosaicos quadrados) do que no menu Iniciar (2 aplicativos). Portanto, há muito mais itens que podem ser alcançados mais rapidamente na tela Iniciar.

No menu Iniciar, o item superior (normalmente o aplicativo usado com mais frequência ou o aplicativo favorito fixado) fica mais próximo ao vermelho mais escuro, infelizmente. As listas geralmente são ordenadas de cima para baixo, motivo pelo qual essa lógica foi usada no menu Iniciar, mas para favorecer a eficiência, teria sido melhor ordenar de baixo para cima. Na tela Iniciar, no entanto, o mosaico no canto esquerdo inferior é o item mais fácil de se alcançar com o mouse e é mais fácil até mesmo do que qualquer item do menu Iniciar.

Os itens na parte superior do menu Iniciar estão em vermelho, indicando que se leva mais tempo para alcançá-los; os itens na parte inferior estão em verde, indicando que é necessário menos tempo. Os itens no canto esquerdo inferior estão em verde, indicando fácil acesso; os itens na parte superior direita estão em amarelo, indicando a necessidade de mais tempo. 
O aplicativo usado com mais frequência fica mais distante no menu Iniciar do que na tela Iniciar

Precisamos fazer muitas iterações em um período de vários meses para chegarmos ao formato e tamanho finais dos mosaicos. Como se pode imaginar, fizemos iterações com muitas possibilidades e experimentamos muitas delas no laboratório. Pedimos aos participantes do teste que acessassem inúmeros botões, da mesma forma como faria o Fitts para otimizar o design da cabine de piloto de uma força área. A distância do mouse (e o tamanho do destino) é apenas parte da história. Além disso, também consideramos estes fatores para chegar a um consenso quanto ao tamanho dos mosaicos:

  • Tamanho da tela – Quantos aplicativos deveriam ficar visíveis em uma página da tela em diferentes monitores?
  • Fatores forma – Como o seu uso de diferentes fatores forma afeta a necessidade de que algo seja menor ou maior (por exemplo, o uso de um slate em um sofá versus o uso de um monitor grande sobre uma mesa)?
  • Eficiência do exame – Como podemos proporcionar espaço para que seja fácil examinar o conteúdo, oferecendo informações úteis e "densidade" suficientes?
  • Layout – Qual é o melhor layout para examinar uma grade de conteúdo e como mosaicos de diferentes tamanhos se relacionam entre si para uma análise mais fácil?
  • Espaço para conteúdo dinâmico e a marca do aplicativo – Os mosaicos precisam ser grandes o suficiente para oferecer informações úteis, mas não tão grandes que a exibição de informações fique sobrecarregada. E isso tudo também precisa ser equilibrado com a capacidade de iniciar os aplicativos sem que seja necessário rolar muito a tela.
  • Formas com aparência agradável – Os mosaicos precisam ter um visual agradável, e as formas que eles criam sobre uma página também precisam ser atraentes aos olhos.

Esses foram alguns exemplos de perguntas que nos fizemos enquanto planejávamos o tamanho dos mosaicos e a densidade da tela Iniciar. O resultado final é a nossa tentativa de equilibrar a eficiência do movimento do mouse, o destino acessado pelo mouse, a análise e a capacidade de ver dados dinâmicos rapidamente em vários tamanhos de tela e fatores forma para que o sistema seja avançado e eficiente.

Afinal, quantos cliques são necessários?

Como a Alice mencionou em uma postagem de blog anterior, o menu Iniciar atual é usado principalmente para iniciar aplicativos não usados com frequência. Os usuários continuam usando a barra de tarefas e o Explorer para iniciar os aplicativos usados mais frequentemente. De fato, hoje 88% das inicializações de aplicativos não ocorrem no menu Iniciar. A barra de tarefas é a mais usada para iniciar aplicativos (41%), seguida do Explorer e da área de trabalho (que juntos totalizam 47%). Portanto, estava claro para nós que o menu Iniciar estava deixando de ser útil e tivemos a oportunidade de recriá-lo para que se tornasse melhor e mais útil. Queremos ser cuidadosos neste diálogo em que estamos empregando muita energia para debater um caso de uso "cauda longa".

No entanto, assim que deixamos aquele velho paradigma, a próxima pergunta passou a ser: como podemos executar as mesmas tarefas sem a necessidade de mais cliques? Mantivemos isso em mente durante todo o processo de criação e, tão logo criamos um design, selecionamos várias tarefas diferentes para que fossem comparadas clique a clique.

Iniciando um aplicativo mais frequentemente utilizado ou fixado

Quantos cliques são necessários para iniciar um aplicativo no lado esquerdo do menu Iniciar?

No Windows 7, se considerarmos que o seu programa favorito se encontra no painel esquerdo do menu Iniciar, são necessários dois cliques: um para o botão Iniciar e outro para o próprio aplicativo. Era importante para nós mantermos isso igual na tela Iniciar, portanto, para iniciar um aplicativo que se encontra na primeira página da tela Iniciar, também são necessários dois cliques.

No entanto, o número de aplicativos que permitem esses dois cliques varia entre as duas interfaces do usuário. Por padrão, o menu Iniciar oferece esse acesso por meio de 2 cliques para 10 dos seus aplicativos favoritos e 10 pastas especiais que o Windows adiciona para você (algumas das quais são usadas com frequência). O item mais usado aqui é a pasta Computador, usada por aproximadamente 8% das sessões. Os números referentes aos outros itens é muitíssimo menor. Embora essa área do menu Iniciar permita uma personalização limitada, 81% dos usuários domésticos mantêm o comportamento padrão.

Em comparação, a tela Iniciar oferece acesso por meio de dois cliques a muito mais aplicativos e permite que o usuário controle todo o layout da tela. Se você não desejar um link para a Ajuda e Suporte, não o coloque na tela. Em vez disso, use o espaço para o seu aplicativo favorito. E, quanto maior o monitor, maior é o número de aplicativos com esse recurso. Tornamos a personalização muito mais fácil e você não precisará mais adicionar/remover programas ao organizar os itens. Veja abaixo quantos mosaicos a mais você terá em uma página conforme o tamanho do seu monitor aumentar.

Fator forma

Tamanho (polegadas)

Resolução(ões)

Nº de mosaicos em uma página da tela Iniciar

Nº de itens no menu Iniciar

Slate

10,1

1366 x 768
1920 x 1080

12 grandes ou
24 quadrados

10

10,6

1366 x 768
1920 x 1080

12 grandes ou
24 quadrados

10

11,6

1366 x 768
1920 x 1080

12 grandes ou
24 quadrados

10

Laptop

12,1

1280 x 800

16 grandes ou
32 quadrados

10

12,1

1366 x 768

20 grandes ou
40 quadrados

10

13

1366 x 768

20 grandes ou
40 quadrados

10

13,3

1440 x 900

25 grandes ou
50 quadrados

10

Desktop

21,5

1920 x 1080

36 grandes ou
72 quadrados

10

23

1920 x 1080

36 grandes ou
72 quadrados

10

27

2560 x 1440

42 grandes ou
84 quadrados

10

Como a tela Iniciar é expandida com tamanhos de monitores maiores, em comparação com o menu Iniciar

Além da diferença no número de aplicativos mostrados, a lógica do que é exibido quando clicamos no botão Iniciar foi alterada. O menu Iniciar usa a heurística para calcular quais são os aplicativos usados com mais frequência. Infelizmente, às vezes, há erros nesses cálculos heurísticos complexos e o conjunto de aplicativos que você vê aqui muda com o tempo, tornando o iniciador imprevisível. Por outro lado, a tela Iniciar valoriza mais a previsibilidade e o controle pelo usuário, estimulando a personalização e aumentando a confiança a respeito de como ficarão as coisas, um objetivo de design que seguimos enquanto criamos a barra de tarefas também.

Iniciando um aplicativo da lista Todos os Programas

O número de cliques para iniciar um aplicativo da lista Todos os Programas varia de acordo com o que você estiver iniciando (está mais perto de A ou de Z?) Se tomarmos como padrão um usuário que tenha alguns aplicativos instalados em seu sistema, o fluxo de trabalho mais provável seria este:

Botão Iniciar –> botão Todos os Programas –> botão da barra de rolagem –> Expandir a pasta do aplicativo que estou procurando (e torcer para que seja a certa!) –> Aplicativo = 5 cliques

Na tela Iniciar, o fluxo é diferente, mas o mesmo cenário se assemelha a isto:

Botão Iniciar –> Passar o mouse –> Botão Pesquisar para iniciar a tela de aplicativos –> Barra de rolagem –> Aplicativo = 5 cliques

Essa comparação mostra o mesmo número de cliques quando se usa o recurso Todos os Programas e a tela de aplicativos, supondo que você tenha expandido de primeira a pasta certa no menu Iniciar. Além disso, como o monitor é mais usado na tela Iniciar, é mais provável que não seja necessário usar a barra de rolagem para localizar um aplicativo, diminuindo o número de cliques para 4 no Windows 8. Podemos ver como outras tarefas, como iniciar um dos itens do lado direito do menu Iniciar (por exemplo, Painel de Controle ou Computador), também exigiriam o mesmo número de cliques entre as 2 interfaces do usuário.

Também encontraríamos os mesmos resultados relacionados à contagem de pressionamentos de tecla. Tivemos o cuidado de pelo menos manter essas medidas iguais ou melhorá-las.

Iniciando por meio de outras partes do sistema

Como mencionei antes, 88% das inicializações de aplicativos não ocorrem no menu Iniciar. As outras inicializações ocorrem na barra de tarefas, no Explorer e na área de trabalho e a matemática aqui continua a mesma no Windows 8. Para abordarmos tudo, entretanto, vale mencionar que, em uma situação, é necessário um clique adicional para acessarmos a barra de tarefas ou área de trabalho, que é quando iniciamos o computador, pois o computador é inicializado na tela Iniciar. No contexto geral, um clique a mais dentre todos os outros em uma sessão de trabalho não impactará a eficiência geral, mas como algumas pessoas estão perguntando sobre isso, pensei que seria válido explicar rapidamente por que fizemos isso.

Como a tela Iniciar é um recurso de inicialização (e também pode ser um recurso de alternância) tanto para os aplicativos com o estilo Metro quanto para os aplicativos da área de trabalho, você é levado diretamente para essa tela ao ligar o computador. Trata-se da sua nova base inicial. Ela permite que você escolha o tipo de aplicativo que desejar iniciar primeiro: um da área de trabalho ou um com o estilo Metro. Ela também oferece a oportunidade de você ver o dashboard com as últimas atualizações dos seus aplicativos favoritos sem a necessidade de iniciá-los antes de começar as suas tarefas diárias. Sei que muitas pessoas comentaram que não desejam ver notificações como essas em um dashboard. Gostaríamos de fazer duas observações.

Primeiro, mesmo com os comentários acima, ouvimos de vocês a respeito da importância dos aplicativos que emitem notificações ou gadgets.

Segundo, como se trata de um versão de Developer Preview, temos de reconhecer que ainda não existem muitos aplicativos com o estilo Metro disponíveis, portanto, a nossa tendência natural é sempre acessar a área de trabalho, o que faz parecer tolice iniciar por aqui. Quando o seu computador estiver repleto de aplicativos que você adora, tudo isso fará muito mais sentido. E se o seu principal objetivo continuar sendo usar os aplicativos da área de trabalho, você poderá fazer isso clicando no mosaico Área de Trabalho e usando a barra de tarefas. Ou também poderá personalizar a tela Iniciar, colocando os seus aplicativos favoritos da área de trabalho no início da tela Iniciar e iniciá-los diretamente. É importante ter isso em mente: hoje você talvez vá para a área de trabalho para que possa acessar a barra de tarefas imediatamente. Sempre é possível colocar os aplicativos da barra de tarefas na tela Iniciar e iniciá-los (ou alternar entre eles) de lá, ou apenas colocar aquele primeiro que você sempre usa diretamente lá, no melhor local de acordo com a Lei de Fitts. E, é claro que não devemos nos esquecer de que há uma economia substancial no logon de uma tela bloqueada (em termos de número de cliques) e, portanto, há uma economia imediata no fluxo de trabalho geral que compensam totalmente a tecla extra.

Como continuaremos aperfeiçoando a eficiência da tela Iniciar?


Continuamos desenvolvendo o que mostramos no Windows Developer Preview sempre tendo a eficiência em mente. Com base nos comentários de vocês, uma das coisas que estamos fazendo para tornar o acesso a Todos os Programas mais rápido é levar o usuário diretamente à tela de aplicativos quando ele clicar em Pesquisar na área de trabalho. Isso potencialmente removerá outra etapa dessa tarefa, tornando ainda mais eficiente iniciar um aplicativo da área de trabalho no Windows 8 do que no Windows 7. Outra coisa que estamos fazendo é aumentar o número de linhas de mosaicos que podem ser exibidas em monitores grandes para que você possa colocar ainda mais aplicativos favoritos próximos ao mouse e tornar a inicialização de aplicativos mais rápida do que antes.

Concluindo, estamos nos esforçando para ajudá-los a aumentar a sua eficiência com a nova tela Iniciar. Esse tipo de análise geralmente é difícil, pois não estamos comparando maçãs entre si. Em alguns casos, há alguma perda devido à distância do mouse, enquanto que em outros casos há um ganho devido ao tamanho do destino. Há casos em que a disposição espacial ou a cor podem facilitar a localização de um aplicativo. Já em outros casos, ter um aplicativo sob o cursor do mouse facilita muitíssimo o clique. O aumento da eficiência com a tela Iniciar talvez não ocorra da forma como você está acostumado. E talvez haja aumento na eficiência de maneiras inesperadas (por exemplo, ter um mosaico dinâmico que informe o preço das ações para que você não perca tempo iniciando o aplicativo significa um aumento da eficiência que é difícil mensurar quantitativamente). Continuamos testando a eficiência da nova interface do usuário e ela continuará sendo aperfeiçoada.

Se você chegou até aqui, talvez esteja se perguntando por que reunimos todas essas questões em uma postagem realmente longa, mas ainda temos muitos comentários e perguntas a responder. A nossa intenção é aumentar a transparência sem precedentes que oferecemos na criação do Windows e incluí-lo no desenvolvimento do produto. Você já pode observar que a criação do Windows 8 é um desafio complexo com muitíssimas variáveis, escolhas a serem feitas e inúmeros dados. Levando tudo isso em consideração, trabalhamos muito até mesmo para fazer uma pequena alteração que seja. Simplesmente adoramos o diálogo que estamos tendo com vocês e a oportunidade de descrever a profundidade do trabalho que realizamos para levar o Windows até vocês. Todos nós na equipe do Windows estamos dedicando nossas carreiras profissionais no desenvolvimento de um ótimo produto. Portanto, a oportunidade de conversar com pessoas entusiasmadas e bem informadas sobre os detalhes do que fazemos é uma dádiva.

--Marina Dukhon