Este blog frequentemente focaliza os detalhes e os recursos e menos a “filosofia” ou “contexto” do produto. Entretanto, dado o nível das inovações do Windows 8, achamos que vale a pena colocar o Windows 8 no contexto em que abordamos o design. Como acontece com qualquer alteração significativa em um produto amplamente usado, o Windows 8 gerou bastante discussão. Com milhões de pessoas usando o Consumer Preview para o trabalho diário, temos visto vários pontos de vista diferentes. Muitas pessoas - do David Pogue do New York Times ao Mat Honan do Gizmodo e muito mais - têm dado opiniões bem positivas, e outros nem tanto, mais notadamente nos comentários deste blog, onde temos visto o diálogo construtivo que esperávamos. Alguns perguntaram sobre as opções de design que fizemos no produto e a evolução do Windows ou a adequabilidade do design para pessoas diferentes. Alguns blogueiros acreditam que é fundamental separar a área de trabalho tradicional dos elementos estilo Metro. Outras pessoas acreditam apaixonadamente que é importante tornar a área de trabalho mais parecida com a interface estilo Metro. Existem tantas opiniões quanto existem pessoas que experimentaram o Consumer Preview. Criar uma nova versão de um produto usado por um bilhão de pessoas de um bilhão de formas diferentes é, como se diz, como pedir pizza para um bilhão de pessoas. Fazer isso abertamente encoraja esse diálogo, em que acreditamos e valorizamos. Jensen Harris, Diretor de Gerenciamento de Programa de nossa equipe de Experiência do Usuário, escreveu esta postagem.
--Steven


Na conferência D: All Things Digital em junho de 2011, demonstramos pela primeira vez a nova interface do usuário que desenvolvemos para o Windows 8. Essa nova interface do usuário é rápida e fluida, e otimizada para fatores forma móveis como laptops, tablets e conversíveis, onde as pessoas passam a grande parte de seu temo hoje em dia. O Windows 8 funciona igualmente bem com mouse, teclado ou com os seus dedos, e tem o melhor suporte à caneta do que qualquer sistema operacional. Ele oferece suporte a várias exibições e a mais ampla gama de configurações e fatores forma do que qualquer sistema operacional. Além de tudo isso, o Windows 8 apresenta um novo tipo de aplicativo, que chamamos de “estilo Metro” de acordo com a linguagem de design que evoluiu em relação ao Windows Media Center e ao novo Windows Phone. Esses aplicativos são imersivos, tela inteira, bonitos e otimizados para as formas em que as pessoas comumente usam os dispositivos hoje em dia.

Pensei que seria útil dar um passo atrás e descrever um pouco dos bastidores de como a interface de usuário do Windows 8 foi projetada, e discutir algumas das decisões que tomamos e os objetivos dessa nova experiência em mais detalhes.

Uma história resumida da interface de usuário do Windows

A interface de usuário do Windows evoluiu e se transformou durante o curso de seus 27 anos de história. Embora pensemos em alguns aspectos da UI do Windows como sendo estáticos ou constantes, a realidade é que a interface está sempre mudando para acompanhar a forma em que as pessoas usam os PCs. É incrível refletir sobre a história da interface do usuário do Windows, e ver o nível de mudança dramática que se pode notar ao longo do tempo.

Como o Windows 8 marca uma evolução significativa da experiência do usuário, focalizaremos as versões em que a interface do usuário do Windows mudou de forma mais significativa, e algumas das percepções iniciais a respeito dessas mudanças. Se você estiver interessado, uma história completa do Windows está disponível para leitura no site da Microsoft.

Windows 1

O Windows 1 foi lançado em 1985, e foi projetado para cenários drasticamente diferentes do que as pessoas usam os PCs hoje em dia.

As janelas do 3 aparecem em um layout de grade. Na parte inferior da tela estão os ícones de um disco, uma calculadora, um programa de pintura e 2 outros ícones.

A primeira versão do Windows era um shell gráfico tosco em torno do DOS, destinado principalmente a ser usado com o teclado. O mouse era estritamente opcional e muito poucos PCs tinham um.

Na verdade, o mouse despertava um pouco de curiosidade nessa época, considerado por muitos usuários experientes como ineficiente, pesado, pouco ergonômico e difícil de aprender a usar. O mouse era certamente exótico. Você rola o mouse na tela? Você pega o mouse e conversa com ele?

Aqui estão algumas opiniões de especialistas que saíram em publicações impressas do início dos anos 1980 sobre se o mouse iria pegar:

  • “Mouses são boas ideias, mas de valor duvidoso para usuários comerciais”. (George Vinall, PC Week, 24 de abril de 1984)
  • “Não há evidência de que as pessoas querem usar tais coisas”. (John C. Dvorak, San Francisco Examiner, 19 de fevereiro de 1984)
  • “Eu estava me divertindo muito, mas no fundo da minha mente corporativa, eu não conseguia parar de pensar na produtividade”. (George Vinall, PC Week, 24 de abril de 1984)
  • “O mouse torna o computador mais acessível, mais amigável, para determinados públicos-alvo como os executivos? A resposta é não”. (Computerworld, 31 de outubro de 1983)
  • “Não há qualquer possibilidade de esse dispositivo ser mais confortável para o executivo do que o teclado. Devido a sua possibilidade de ‘rolar’, o mouse tem a aura de uma engenhoca…” (Computerworld, 31 de outubro de 1983)
  • “O mouse e seus amigos são meras diversões nesse processo. O que soa revolucionário não necessariamente ajuda alguém em algo e aí está o verdadeiro teste da longevidade comercial.” (David A. Kay, Datamation, outubro de 1983)

Portanto, como você pode ver, o mouse foi considerado uma engenhoca, desnecessário e inútil para uso dominante. Por outro lado, algumas pessoas agora estão dizendo que o mouse morreu.

Windows 3 e 3.1

A primeira versão comercialmente bem-sucedida do Windows foi o Windows 3, lançado em 1990. Ele tinha uma nova interface totalmente diferente, centralizada em um novo shell chamado Gerenciador de Programa para inicializar, organizar e alternar programas.

as janelas do Gerenciador de Programas e do Gerenciador de Arquivos flutuam sobre uma série de ícones na área de trabalho

O Gerenciador de Arquivos era o novo programa mais importante do Windows 3, usado para gerenciar arquivos e unidades. Essa atualização apostou grande pela primeira vez em que a maioria dos usuários teria um mouse, e saberia como usá-lo para clicar nos ícones coloridos, grandes (para a época) de 32x32. Muitas resenhas criticaram o lançamento porque para usá-lo de forma eficiente era necessário um dos frequentemente criticados mouses.

Vale a pena notar na captura de tela acima que o Gerenciador de Arquivos está sendo usado para procurar os arquivos no próprio sistema operacional - algo que era lugar comum na época, mas que agora é o equivalente moderno de olhar debaixo do capô para consertar um carro com injeção eletrônica.
Você não podia colocar links para programas ou arquivos na “área de trabalho” no Windows 3. Quando você minimizava os programas, eles iam para trás das janelas flutuantes. Como acessar esses aplicativos minimizados frequentemente exigia tirar várias janelas do caminho primeiro, o atalho de teclado Alt+Tab se tornou uma forma muito popular de alterar entre os programas em execução.

Windows 95

O Windows 95, lançado alguns anos mais tarde em agosto de 1995, incluía uma experiência de usuário substancialmente reinventada. Muitos dos recursos que ainda estão presentes no Windows 7 foram introduzidos nessa versão - o menu Iniciar, a barra de tarefas, o Explorer e a área de trabalho - mas de muitas formas diferentes.

Windows Explorer aberto na área de trabalho, menu Iniciar mostra programas em um menu suspenso.

Embora consideremos os elementos da interface do usuário familiares hoje em dia, naquela época, eles eram radicalmente diferentes da forma em que as pessoas jamais tinham usado um PC antes. O botão Iniciar estava tão escondido que, embora tivesse a palavra Iniciar escrita sobre ele, mostrando “<-- Clique aqui para começar”, o texto teve que ser acrescentado à barra de tarefas logo depois das versões de teste, para que as pessoas pudessem descobrir como começar a usar os programas em seu PC.


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Obviamente, quando as pessoas descobriam o “truque” do botão Iniciar, elas se apegavam a ele, e depois poderiam usá-lo para sempre. E, obviamente, conseguimos remover o texto “Clique aqui para começar” das versões subsequentes.

Naquela época, os PCs ainda eram misteriosos e a grande maioria das casas ainda não tinham seu primeiro PC. Ações que hoje em dia fazemos sem pensar, tais como dar um clique duplo ou clicar com o botão direito do mouse, eram desconhecidas para muitos usuários - embora usadas extensivamente na interface de usuário do Windows 95. Essas ações eram problemáticas para muitas pessoas descobrirem e realizarem. Aqui está um vídeo histórico de uma pessoa em nossos laboratórios de usabilidade experimentando uma compilação inicial do Windows 95, que mostra um exemplo dos tipos de problemas que muitas pessoas tinham:


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A interface de usuário do Windows 95, projetada em 1993, era futurista, e simplificava drasticamente as tarefas comuns da época. Mesmo assim, um subconjunto de usuários continuava a criticá-lo durante anos, preferindo em vez disso o conforto com o qual eles estavam familiarizados: Windows 3.1. Ed Bott da ZDNet desencavou algumas postagens bem humoradas destacando a frustração que alguns usuários estavam tendo para fazer a transição para o Windows 95.

Portanto, enquanto os blocos de construção da experiência familiar do Windows de hoje em dia tenham sido projetados em 1993, o mundo de 2012 é muito diferente. Em 1993, a Web ainda era nova para todos, e a maioria dos usuários do Windows ainda não a tinha experimentado. O media player incluído só podia reproduzir arquivos .wav. A conectividade online não era comum, e caso existisse, era geralmente através de um serviço como a AOL, que usava modem para conectar a conteúdo proprietário e um sistema de mensagens fechado entre serviços.

O Windows 95 claramente possuía um serviço de fax e um cliente de terminal/discador de telefone. Ele não incluía nenhum suporte a dispositivos comuns como câmeras digitais ou tocadores de mp3 portáteis, já que nenhum deles existia como um dispositivo para o consumidor em 1993. O primeiro telefone celular de todos os tempos com recursos PDA , o IBM Simon, surgiu nessa época. Ele pesava quase 700 g, executava DOS, e o único aplicativo que foi projetado para ele vendeu apenas duas cópias. O mundo era extremamente diferente do que vivemos hoje em dia.

No entanto, a interface do usuário do Windows 95 foi criada para esse mundo; o menu Iniciar, a barra de tarefas, a área de trabalho, o Explorer e todo o resto da interface do usuário do Windows familiar de hoje em dia surgiram nessa época. Um mundo no qual você passava a maior parte do seu tempo desconectado… digitando em um processador de texto e manipulando arquivos em seu computador. Um mundo no qual a ideia de não iniciar o Windows digitando “win” no prompt do DOS parecia estranha e quase irreal (e até mesmo era o assunto de muitos debates).

Nessa época distante no passado, a interface de usuário do Windows familiar de hoje em dia surgiu.

Windows XP

O Windows XP foi lançado para os fabricantes de PCs em 24 de agosto de 2001. Ele representava outra evolução importante na interface de usuário do Windows.

      

A janela Meus Documentos e a janela Windows Media Player flutuavam sobre uma imagem de plano de fundo da área de trabalho de uma colina verde e um céu azul. O botão Iniciar aparece no canto esquerdo inferior.

Em 2001, as pessoas estavam usando mais os seus PCs no dia a dia. Digitando e gerenciando arquivos, o que não precisava da Web, as pessoas passavam uma grande porcentagem do seu tempo usando um PC. No entanto, coletar e consumir informações e mídia - especialmente música, fotos e vídeos - estava na eminência de se tornar popular. (Mesmo assim, as vendas iniciais de câmeras digitais ainda era apenas um quarto das vendas de câmeras com filme, e não iria superá-las por mais três anos). As pessoas estavam passando mais tempo no PC, navegando na Web e trocando emails, além dos cenários de produtividade focalizados em documentos em torno dos quais o Windows 95 foi desenvolvido.

Embora você ainda chamasse o menu Iniciar do Windows XP, clicando na palavra Iniciar no canto esquerdo inferior, o menu Iniciar em si mudou consideravelmente. A lista hierárquica familiar de programas de todas as versões do Windows desde 95, iniciada pelo antigo Gerenciador de Programas, foi reduzida sob um link “Todos os Programas”. Correio, navegação na Web, imagens e música foram trazidos para o patamar superior.

O menu Iniciar mostra uma lista dos programas usados frequentemente à esquerda, com Todos os Programas no fim dessa lista. À direita, está a lista de Meus Documentos, Minhas Imagens, Painel de Controle, Ajuda e Suporte, e outros atalhos necessários frequentemente.

      

Embora o Windows XP tenha finalmente se tornado um grande sucesso, algumas pessoas na época se sentiram frustradas com as alterações na interface do usuário. Eles consideraram a experiência do Windows XP espalhafatosa, e os usuários perguntaram como fazer um “downgrade” para versões anteriores.

Windows Vista

Em 2006, o Windows Vista mudou substancialmente a aparência visual do Windows, apresentando o estilo visual Aero. O Aero deu a aparência de vidro altamente renderizado, fontes de luz, reflexos e outras texturas graficamente complexas nas barras de título, barra de tarefas, e outras superfícies do sistema. Esses elementos estilísticos representavam os aspectos de design da época, refletindo os recursos das novas ferramentas digitais usadas para criá-los e renderizá-los. Esse estilo de simular materiais falso-realistas (tais como vidro ou alumínio) na tela parece antiquado e cafona agora, mas na época, estava muito em voga.

Imagem do gadget Relógio Analógico na área de trabalho, com uma janela revestindo-o com bordas semitransparentes.

Aero foi projetado para ajudar as pessoas a focalizar menos o cromo da janela em si e mais o conteúdo da janela. Ele afasta o olho da barra de título e das bordas da janela, e o aproxima do que é valioso e do sentido de um aplicativo.

E, obviamente, o menu Iniciar mudou novamente, mas notadamente tornando possível pressionar a tecla Windows (introduzida no Windows 95) e, em seguida, apenas começar a digitar para pesquisar de qualquer lugar no Windows. (Essa inovação bem-vinda é a que mantivemos no Windows 8, expandindo-a para pesquisar inclusive dentro dos aplicativos).

Obviamente, como com qualquer mudança ao longo do caminho, algumas pessoas mostraram reservas sobre as mudanças.

Windows 7

O Windows 7 foi lançado no outono de 2009, e alguns dos aspectos principais da interface do usuário foram transformados significativamente. Embora muitas dessas mudanças fossem centralizadas em uma revisão da barra de tarefas, modificações significativas também foram feitas no menu Iniciar, janelas, e na organização lógica de arquivos no PC.

Botão Iniciar, com IE, Windows Explorer e Windows Media Player na Barra de Tarefas. 3 instâncias do IE mostradas acima da barra de tarefas (ativadas ao focalizar)

Notavelmente, inicializar e alternar entre programas ficaram juntos na nova barra de tarefas. Os ícones na barra de tarefas se tornaram maiores e mais tocáveis. O menu Iniciar foi alterado para focalizar na inicialização somente dos programas que você usa com menos frequência, já que nenhum programa pode ser fixado na barra de tarefas e no menu Iniciar. Isso marcou o início de uma transição onde estamos buscando remover a distinção arcaica entre iniciar um programa pela primeira vez e retornar a um programa que já estava em execução. É interessante considerar o quão estranho é nos treinarmos para procurar em um lugar um programa pela primeira vez que está sendo executado, e em um lugar diferente quando ele já estiver em execução.

O Windows 7 também foi o primeiro sistema operacional importante que não era de telefone a introduzir o suporte a multitoque no sistema operacional base. Embora os tablets em outras plataformas tenham seguido o processo, o Windows 7 foi o primeiro sistema operacional a adotar o multitoque na plataforma. Ao longo do tempo, aprendemos muito sobre as limitações de tentar usar o toque para navegar no Windows quando tanto da interface existente, e praticamente todos os programas, foram projetados especificamente para serem usados com mouse e teclado.

Embora algumas pessoas tenham tido reações críticas e exigiram mudanças na interface de usuário, o Windows 7 rapidamente tornou-se o sistema operacional mais usado do mundo.

As tendências que influenciaram o design do Windows 8

Quando começamos a planejar a experiência do usuário do Windows 8 em meados de 2009, mais ou menos na época do Windows 7 RTM, observamos e anotamos algumas das tendências existentes ao nosso redor.

Era um mundo pré-iPad, um mundo antes da proliferação recente de novos fatores forma e tipos de dispositivo. E embora mais de 93% dos PCs executem alguma versão do Windows hoje em dia, era claro até mesmo na época que o mundo em que vivíamos e as expectativas das pessoas em relação aos dispositivos de computação estavam mudando rapidamente.

Aqui estão algumas das tendências que observamos que influenciaram o design da experiência do usuário e dos recursos do Windows 8:

1. Conectado o tempo todo.

A conectividade está se tornando onipresente. Embora a atual interface de usuário do Windows centrada nos arquivos tenha sido projetada em torno de presunções de conectividade opcional, limitada e esporádica, hoje em dia, praticamente tudo o que as pessoas amam fazer em seus PCs presume que elas estejam conectadas à Internet. O Wi-Fi é presumido cada vez mais em locais públicos, e um número crescente de PCs também inclui a habilidade de conectar a redes de barda larga móveis. Onde a conectividade era antes a exceção, agora ela é a regra.

2. Pessoas, não arquivos, são o centro da atividade.

Houve uma mudança marcante nos tipos de atividades com as quais as pessoas gastam seu tempo no PC. Em comparação a atividades “tradicionais” do PC, tais como escrever e criar, as pessoas estão cada vez mais lendo e socializando, acompanhando as pessoas e suas fotos e seus pensamentos, e se comunicando com elas de forma breve e frequente. A vida online está se movimentando cada vez mais rapidamente, e as pessoas estão progressivamente usando seus PCs para se manterem atualizadas e participar disso. E muito dessa atividade e excitação está acontecendo dentro do navegador da Web, em experiências criadas por meio de HTML e outras tecnologias da Web.

3. O aumento dos PCs móveis em relação aos PCs desktop.

Os tipos de PCs que as pessoas estão comprando estão mudando rapidamente para fatores forma móveis como laptops e tablets, e se afastando dos desktops tradicionais. Embora os desktops poderosos permaneçam o fator forma de escolha de pessoas que querem obter o máximo de desempenho de um PC extensível e altamente modular (por exemplo, editores de vídeo, analistas financeiros, cientistas, jogadores, fãs de PC…), a maioria das pessoas quer PCs leves, portáteis.

Em 2009, os desktops eram 44% do mercado mundial e os laptops eram 56%. Apenas 3 anos depois, mais de 61% dos PCs vendidos eram laptops e a tendência está acelerando - globalmente, medindo todos os PCs vendidos com Windows. Entre os consumidores nos Estados Unidos que estão comprando PC este ano, mais de 76% comprarão laptops - o número absoluto de todos os desktops vendidos nos EUA será menos do que o número de tablets em 2012! Essa é uma mudança extremamente espantosa no papel de fatores forma diferentes. Mesmo nas empresas, os laptops são comprados agora em mais da metade das vezes.

Os vídeos do recente evento Windows 8 Consumer Preview que promovemos em fevereiro em Barcelona foram feitos, produzidos, editados e controlados apenas com o uso de laptops. Muitos desses eram laptops poderosos com monitores secundários conectados para que houvesse espaço de tela extra, mas mesmo há alguns anos, estaríamos arrastando um caminhão de PCs desktop para o evento. Apenas porque um PC é portátil, leve e fino não significa que não tenha o poder ou a capacidade para fazer tarefas profissionais pesadas.

4. O conteúdo está no PC e na nuvem.

Partindo da conectividade onipotente e da popularidade dos laptops está o fato de que o conteúdo das pessoas agora se expande entre o PC e os serviços na nuvem. Isso inclui não somente serviços de armazenamento criados com uma finalidade específica como o SkyDrive, mas também fotos no Facebook e Flickr, vídeos a serem colocados para a família assistir no Vimeo, música armazenada e transmitida de serviços na nuvem. Tudo isso é aumentado em GBs, ou em alguns casos até mesmo TBs, de vídeos, fotos e música nos PCs em casa. O conteúdo das pessoas está se espalhando em toda parte, e como as câmeras agora possuem alta resolução e estão sempre em seu bolso (através de seu telefone), a quantidade de conteúdo que está sendo gerada todo dia está se multiplicando rapidamente. Um serviço como SkyDrive que fornece até 100 GB de armazenamento na nuvem muda extremamente a forma em que você pensa sobre o seu PC e os recursos aos quais você tem acesso.

Essas são algumas das coisas que anotamos em 2009. O que todas essas tendências têm em comum é que as pessoas começaram a usar seus PCs com expectativas e cenários diferentes em mente. Embora o PC permaneça a melhor ferramenta do mundo para escrever, digitar, criar e fazer tarefas, as pessoas estão cada vez mais fazendo coisas diferentes com o tempo que gastam em seus PCs. E eles começaram a esperar que os PCs se comportem mais como seus telefones: conectados, móveis, com tempo de bateria longo, centralizado em pessoas e atividades e matendo-os atualizados com o que está acontecendo.

Ao mesmo tempo, os aplicativos continuam a se tornar cada vez melhores em dispositivos móveis, já que os desenvolvedores tiveram mais tempo e experiência para desenvolver aplicativos. Ao longo do caminho, as plataformas móveis continuam a acrescentar APIs e funcionalidades que já existiam no Windows.

Percebemos que para permitir que o Windows lidere essas tendências emergentes, precisávamos reimaginar a experiência do Windows. Como em muitos outros momentos em nossa história, precisávamos aprimorar a experiência do Windows: não somente para melhorar o serviço prestado para as pessoas, mas para antecipar e cultivar as formas em que elas estarão usando os PCs no futuro; para modernizar a experiência de uso do Windows, e para definir o estágio na próxima década da plataforma e das inovações dos desenvolvedores; para tornar o PC o dispositivo mais desejável, útil e adorado do mundo.

O Windows 8 visa o um novo mundo de recursos, novo hardware, novos aplicativos e novos cenários. O Windows 8 significa um bilhão de pessoas fazendo coisas novas, e o outro bilhão de pessoas experimentando o Windows pela primeira vez.

Metas da experiência do usuário do Windows 8

Conforme projetávamos essa nova experiência, alguns objetivos claros surgiram das características do que queríamos criar.

1. Velocidade e fluidez.

Aqueles que seguiram a cobertura do Windows 8 ao longo do ano passado, sem dúvida, leram ou ouviram a frase “velocidade e fluidez.” Não se trata de um slogan de "marketing" que criamos recentemente; essas palavras são parte da linguagem de design que usamos para definir o que seria a alma da nova experiência de usuário no Windows 8. Se o Windows 8 tivesse que ser personificado em uma frase, seria essa, e a nossa meta é que essa descrição seja adequada ao produto.

Velocidade e fluidez representa algumas coisas fundamentais para nós. Isso significa que a interface do usuário responde agilmente, é produtiva, bela e animada. Que cada parte da interface do usuário vem e vai para algum lugar quando surge na tela. Isso significa que os cenários mais essenciais são eficientes, e podem ser realizados sem perguntas ou prompts extras. Isso significa que as coisas que não são necessárias estão fora do caminho.

Isso também implica em um certo sentimento de fluidez ou leveza no uso do Windows. Por exemplo, passar o dedo a partir da borda da tela para exibir os controles deve parecer fluido, natural e agradável. O dedo humano é criado para esse tipo de movimento! Por exemplo, arrastar para abaixo a partir do topo da tela para fechar um aplicativo, ou arrastar um bloco para a parte inferior da tela para acionar o zoom e, em seguida, movê-lo para uma parte distante da tela inicial é satisfatório, além de ser eficiente.

2. Vida longa da bateria.

Como muitos dos PCs com Windows agora são alimentados por bateria (e em breve a grande maioria será), uma maior duração da bateria é uma exigência. Quando o modelo de programação original do Windows foi criado, literalmente todo PC ficava conectado o tempo todo. Não havia o conceito de gerenciamento de energia ou desgaste da bateria. Consequentemente, os programas estavam livres para fazer o que quisessem. Quando estavam em execução, eles eram executados constantemente, independentemente se você estava interagindo com eles ou não. Os programas poderiam consumir toda a memória do sistema, ou toda a CPU, ou gravar no disco a cada segundo. Basicamente, eles poderiam, de uma forma totalmente desenfreada, comer toda a sua bateria.

Tradicionalmente, o design do software para PC era centralizado no uso da CPU tanto quanto possível, sempre que possível, pois os “MIPS eram baratos”. Em compensação, agora escrutinamos o uso da CPU, e compreendemos o papel que ela desempenha na preservação e na redução da vida da bateria. Em um mundo móvel, trata-se de um novo tipo de compensação de engenharia. Onde a Microsoft costumava focalizar principalmente a redução do consumo de memória, agora estamos também focalizados em aprimorar a vida da bateria, mantendo uma experiência de usuário rápida e fluida. Isso significa otimizar o consumo de memória, da CPU, da GPU e o desempenho e as características da bateria ao mesmo tempo, entre uma variedade de plataformas e configurações de hardware. Aí residem as compensações de engenharia reais inerentes à criação de um sistema operacional móvel, ou apenas um sistema operacional moderno usado em um dispositivo móvel.

Quando compreendemos a importância de uma maior vida da bateria, certos aspectos da nova experiência se tornaram claros. Por exemplo, se tornou óbvio no início do processo de planejamento que para reimaginar realmente a experiência do Windows precisaríamos reimaginar também os aplicativos. Portanto, o WinRT e um novo tipo de aplicativo surgiram.
Para ajudar a aumentar a vida da bateria do dispositivo, os aplicativos baseados em WinRT sabem como salvar seu estado instantaneamente. O Windows pode fazer com que eles não usem a CPU ou a memória com um aviso momentâneo, mas sem o usuário perder nada do que esteja fazendo. Quando o aplicativo retomar, ele retoma exatamente do lugar em que parou. Para o usuário, ele estava sendo executado o tempo todo - mas tecnicamente o programa foi suspenso ou encerrado em segundo plano.

Existe um motivo para os telefones e os tablets geralmente mostrarem apenas um aplicativo na tela de cada vez. Não é apenas devido às telas tradicionalmente pequenas desses dispositivos, ou porque fazer uma atualização social é o que todas as pessoas fazem, ou porque "aplicativos de brinquedo ocupem a tela inteira". É porque "um de cada vez" permite que um sistema operacional gerencie a atividade de segundo plano no dispositivo de forma que apenas os aplicativos que você esteja usando ativamente gastem a bateria.

Mesmo que ainda exista multitarefa no desktop (e aprimorada), sentimos que oferecer somente "um de cada vez" na experiência estilo Metro era uma limitação e que não era totalmente uma verdade na história de multitarefa do Windows. Então, evoluímos para o Encaixe no Windows 8. Esse recurso permite que você execute quaisquer dois aplicativos baseados em WinRT lado a lado, de forma que você possa assistir a um vídeo enquanto navega na Web, ou chat com vídeo enquanto verifica o email. E criamos recursos para o processamento em segundo plano de uma ampla classe de aplicativos, e recursos de notificação em segundo plano que também são únicos no Windows.

Na imagem abaixo, você pode ver o aplicativo Sistema de Mensagens do Windows encaixado ao lado do aplicativo Mapas - dois aplicativos de uma vez, mesmo em um tablet.

O mapa de Bellevue, Washington, mostrando a localização da Microsoft Corp, preenche 3/4 da tela, uma conversa do sistema de mensagens, se houver, em 1/4 da tela

3. Graça e poder: Aplicativos do Windows 8.

No entanto, os aplicativos do Windows 8 são muito mais do que apenas otimizar a vida da bateria. Esses aplicativos são bonitos e imersivos, e usam cada pixel da tela para exibir seu conteúdo. Durante anos, cada versão do Windows acrescentava mais e mais cromos em torno das bordas de sua tela e janelas - botões, widgets e gadgets. O Windows 8 inverte essa tendência, com o Windows em si recuando para o segundo plano, e colocando o conteúdo de seus aplicativos na frente do cromo.

Cada aplicativo tem uma tela detalhada com a qual expressa sua alma - quando você está usando um aplicativo de notícias, fica totalmente imerso nas notícias. Quando você está verificando suas redes sociais, o conteúdo é apresentado de forma bonita e artística e de maneiras que motivam você a passar mais tempo se divertindo. Quando você joga um jogo, você fica total e completamente mergulhado no jogo. (Embora, alguns tipos de jogos tenham sido de tela inteira durante anos!)

E ao longo do tempo, já que os aplicativos evoluíram, quando você está editando fotos, escrevendo um documento, gerenciando suas finanças, ou qualquer outra tarefa de produtividade profissional, você também ficará mergulhado nisso. Obviamente, caso use as ferramentas profissionais populares de hoje em dia, você pode ver como elas já estão no caminho para se tornarem de tela inteira e imersivas. Nossas construções de aplicativos únicos como contratos, seletores e muitos outros recursos de aplicativo cruzado (todos acessíveis globalmente através de botões) são relativas a novas formas de conectar aplicativos, e são relevantes para tudo desde a transferência intensa de dados entre aplicativos ao compartilhamento de um link rápido por email. Esses recursos de aplicativo cruzado (e mais importante as APIs) são um elemento único do Windows 8.

Os aplicativos do Windows 8 são criados e adaptados a uma finalidade de acordo com o conjunto específico de cenários em que funcionam bem. Isso é diferente dos programas de área de trabalho tradicionais, que frequentemente contêm centenas de recursos pouco relacionados, poderosos, mas difíceis de encontrar. Os aplicativos do Windows 8 têm o foco de serem ótimos em alguma coisa, ou poucas coisas, e realmente proporcionam uma ótima experiência para esses cenários direcionados.

A história das ferramentas de desenvolvimento e das ferramentas de gerenciamento do sistema mostra que essa abordagem de “poucas linguagens” (ou "ferramentas mínimas") versus mapas de aplicativos monolíticos serve melhor para um mundo no qual obter e usar aplicativos é mais fácil. Os recursos poderosos da Windows Store, contratos, e a tela inicial pesquisável foram projetados para que as pessoas tenham facilidade de ter, encontrar e usar muitos aplicativos no Windows 8.

Embora os aplicativos expressem sua personalidade individual, marca e conteúdo, eles ainda fazem isso respeitando a harmonia da experiência de design "estilo Metro" geral. Ótimos aplicativos do Windows 8 se alinham com uma grade tipográfica comum de forma que o PC fique fluido e harmônico quando você alterna entre os aplicativos. Criamos formas padronizadas de fazer tarefas comuns: com toque, você passa o dedo a partir das bordas para revelar os comandos. Com um mouse, você se move para os cantos. O canto esquerdo inferior da tela leva você à tela inicial, independentemente de onde você estiver. O clique com o botão direito do mouse sempre revela comandos fora da tela do aplicativo que você está usando. Nos aplicativos, Configurações e Search e Share estão sempre no mesmo local (os botões), independentemente do aplicativo que você está usando. Existe um valor real em ter os aspectos consistentes dos aplicativos sempre funcionando da mesma forma. Sim, você precisa saber algumas coisas simples antes, mas quando aprende, você sabe como usar o sistema inteiro.

Os aplicativos WinRT se ajustam graciosamente em telas de 7 pol (18 cm) a grandes monitores de mesa, a telas de TV ainda maiores do tamanho da parede. Observe o aplicativo Mapas do Windows 8 sendo usado na tela sensível ao toque de 82 pol (208 cm) durante o evento de lan��amento Consumer Preview em Barcelona! (Ou, assista ao vídeo, começando aproximadamente em 1:13:00.)

Michael Angiulo e Steven Sinofsky demonstram usando uma mapa em uma tela sensível ao toque de 82 polegadas (208 cm) executando o Windows 8

Esses aplicativos foram projetados desde o início para permitir aos desenvolvedores mirar os dispositivos com telas de densidade extremamente altas. Eles são projetados para funcionar bem independentemente do método de entrada que você escolher para usá-los - mouse, teclado, toque ou caneta. Os aplicativos WinRT são projetados para o futuro, e para todas as formas em que os dispositivos de hardware e as expectativas das pessoas estão evoluindo.

Como todos os aplicativos WinRT vêm da Windows Store, você pode encontrá-los e instalá-los com confiança. Os aplicativos são executados em uma área restrita local chamada AppContainer, de forma que não possam bagunçar ou corromper seu PC. E eles sempre são desinstalados de forma limpa, sem deixar um rastro para trás.

4. Blocos dinâmicos os tornam pessoais.

O coração do novo aplicativo Windows 8 é seu bloco. Sabemos que as pessoas estão cada vez mais ávidas por trechos de informações dinâmicas. Quem escrevem na minha linha do tempo? Recebi algum email novo? Alguém postou fotos da festa de ontem? Aconteceu alguma coisa importante nas notícias? Quem está ganhando o jogo? Meu relatório de desspesas foi aprovado? Alguém bateu meu recorde? Está na minha vez? Quando será minha próxima reunião? O livro novo do meu autor favorito está disponível para pré-lançamento? Nosso estoque está ficando baixo? Como está o trânsito?

Hoje em dia, essa é a forma em que vemos cada vez mais as pessoas usarem os seus dispositivos, alternando obsessivamente entre sites e programas diferentes em seu PC e aplicativos em seu telefone, verificando se há algo novo para ver ou fazer.

Os blocos são projetados de forma que você possa ver todas essas informações juntas em um local, com um único clique, toque ou pressionamento de tecla de qualquer lugar no Windows, sem precisar nem mesmo abrir seus aplicativos. É preciso um pouco de imaginação agora no Consumer Preview para visualizar completamente como isso deve funcionar, pois apenas um pequeno número de aplicativos está disponível no momento, e para muitos desses, os desenvolvedores ainda estão trabalhando na criação de ótimos blocos.

Essa também é uma área para a qual estamos reunindo um conjunto de conceitos separados e os conectando mais fortemente aos aplicativos que você usa realmente. Hoje em dia, estamos familiarizados com uma linha de ícones na Área de Notificação próxima ao relógio, chamando a nossa atenção (cada um usando interfaces diferentes, com métodos distintos de controle para silenciá-los. Tratam-se de processos separados executados silenciosamente (e talvez secretamente) em segundo plano, esperando para nos atualizar em momentos inoportunos, e usando recursos do sistema como energia da bateria. Os gadgets, introduzidos no Windows Vista, tinham a promessa de oferecer uma superfície de interface do usuário mais conectada, mas falhou em relacionar os aplicativos e serviços de que gostamos mais.

Mas conforme nos aproximamos da disponibilidade geral do Windows 8 e além, para uma época em que todos os seus aplicativos favoritos estão disponíveis e representados por blocos, de repente, sua tela inicial se tornará um painel personalizado de tudo que é importante para você. Sua experiência de computação inteira tem o potencial de se tornar encapsulada em um modo de exibição. Um modo de exibição que você organiza e controla.

Tela inicial com 16 blocos dinâmicos

Inclusive o conteúdo de dentro dos aplicativos podem ser fixados na tela inicial: pessoas, pastas de email, contas, sites, livros, álbuns, cantores, filmes, clientes, equipes esportivas, cidades, etc. Tudo que é importante para você fica eficientemente disponível e atualizado o tempo todo. Blocos são o futuro e se ajustam à forma em que as pessoas procuram por conteúdo novo em aplicativos e sites. Assim como as placas de estrada estáticas de antigamente dizendo o que você já sabia estão sendo substituídas por painéis de mensagem ativos e personalizáveis com as condições da estrada, alertas de tráfego, e uso de faixas reversíveis, seu PC deve fornecer informações atualizadas. Ícones são as formas antigas de representar aplicativos.

5. Os aplicativos juntos economizam seu tempo.

Mencionei anteriormente que observamos que as pessoas estão cada vez mais espalhando seu tempo e conteúdo entre seções cruzadas maiores de sites, serviços na nuvem e aplicativos. O resultado disso é que suas coisas ficam espalhadas em tudo que é lugar! Algumas coisas ficam armazenadas em seu PC principal. Outras ficam presas em aplicativos ou serviços na nuvem que você só pode acessar de dentro desses aplicativos ou sites.

Isso faz com que muitas tarefas comuns sejam mais complicadas de fazer do que quando, no passado, tudo ficava salvo localmente em seu PC.

Por exemplo, digamos que você esteja em uma chamada do Skype e deseja enviar uma foto de um show a que você no último fim de semana. Digamos que você tenha tirado a foto com o seu telefone e postado no Yammer.

Para fazer isso hoje em dia, geralmente, você abre seu navegador da Web, faz logon no Yammer, vai para a página principal, clica em Images (Imagens), localiza a foto e clica para selecioná-la, clica com o botão direito do mouse nela e escolhe Save As (Salvar como), coloca em algum lugar no disco rígido, em seguida, volta para o Skype, escolhe “Attach” (Anexar), navega para onde está a foto no disco rígido (esperamos que você se lembre!) e, em seguida, clica nela novamente para anexá-la. Essa tarefa levou pelo menos oito etapas para ser concluída. E agora você tem duas cópias da foto: uma no Yammer e uma duplicada em algum lugar em seu PC. É preciso conhecimento e tempo para encontrar esse arquivo duplicado, movê-lo ou finalmente excluí-lo. O que antes era um cenário simples de compartilhamento de foto se tornou complicado com as tarefas de“gerenciamento de arquivo”.

Existe uma maneira melhor, e ela é parte do que torna os aplicativos do Windows 8 tão poderosos. O Windows permite que qualquer aplicativo do Windows 8 no PC compartilhe dados com qualquer aplicativo do Windows 8, mesmo que esses aplicativos não saibam nada um sobre o outro.

Pense sobre o cenário acima novamente, exceto que dessa vez usando aplicativos do Windows 8 para Skype e Yammer. No Skype, você clica em “Attach” (Anexar) e aparece um selecionador com todas as suas fotos locais. Mas como você instalou um aplicativo Yammer, também poderá instantaneamente alternar para selecionar entre as fotos do Yammer. Você clica na foto desejada e agora ela está anexada no Skype. Feito! São apenas três etapas - cinco a menos do que a maneira em que funciona hoje em dia.

Embora outros sistemas operacionais tenham tentado simplificar tais tarefas, codificando um ou dois serviços populares no momento, o Windows 8 é mais útil, flexível e preparado para o futuro. Nosso caminho não está limitado a somente um pequeno conjunto específico de serviços conhecidos que são “inseridos” no sistema operacional.

Qualquer novo aplicativo do Windows 8 pode selecionar em, compartilhar com ou salvar em qualquer outro aplicativo instalado (e, obviamente, no conjunto de serviços aos quais aplicativo sabe como conectar). É uma reinvenção de como os aplicativos funcionam em um sistema operacional, com o Windows oferecendo a “cola” que une os aplicativos. Acessar as suas coisas, em qualquer serviço, em qualquer lugar na nuvem, é tão fácil quanto acessar esses dados em seu PC local ou rede doméstica - desde que o serviço crie um aplicativo para Windows 8. E com o alcance de mais de um bilhão de usuários do Windows em todo o mundo, esperamos que muitos serviços vejam o valor em criar um aplicativo para Windows 8.

6. Transfira sua experiência entre PCs.

Assim como a experiência de usar muitos sites, você pode entrar em seu PC com Windows 8 usando uma conta online. A conta usada para entrar no Windows é chamada de conta da Microsoft. Pode ser um Windows Live ID existente (o endereço de email que você usa para o Xbox Live, Hotmail e muitos outros serviços da Microsoft), ou pode ser criado um novo com qualquer endereço de email que você possui.

Quando você entra, algo mágico acontece - conforme você personaliza a sua experiência do Windows, as alterações são transferidas para qualquer outro PC.

Possui uma imagem de tela bloqueada ou um papel de parede da área de trabalho que você adora? Ela estará lá em cada PC com Windows 8 em que você entre. Quer definir suas configurações, cores e sites fixados da forma que você deseja? Eles se movem com você. Quer jogar os dez primeiros níveis de um jogo? Você não precisa jogá-los novamente em seus outros PCs. Suas senhas, favoritos e configurações de idioma salvos estão lá, sempre que você entrar.

Depois de investir muito na personalização do Windows, não queremos que você repita essas etapas em cada PC que usa. Assim como se você alterou uma configuração em seu site favorito quando estava conectado, você espera que essa configuração continue independentemente de qual dispositivo você usa para entrar. Queremos essa mesma experiência no Windows 8. E como o roaming é parte da plataforma WinRT, qualquer desenvolvedor de aplicativo pode transferir as configurações de seu aplicativo tão facilmente quanto o Windows transfere as configurações do sistema. O roaming não é apenas para um único aplicativo ou navegador, mas parte de uma plataforma que cada aplicativo pode usar e da qual qualquer pessoa pode se beneficiar.

7. Faça o seu PC funcionar como um dispositivo, não um computador.

Hoje em dia, a maioria das pessoas amam seus PCs, mas é claro que as atitudes e as expectativas das pessoas estão mudando em qualquer dispositivo que elas carregam com elas. As pessoas realmente querem um produto que apenas funcione. Eles querem sentar na cadeira e aproveitar seus aplicativos, jogos e sites favoritos sem se preocupar com as excentricidades do registro ou um milhão de painéis de controle ou perfis de energia. Eles querem pegá-los, aproveitá-los e encerrá-los.

Em compensação, o Windows de hoje em dia é quase absurdamente configurável. Até mesmo os recursos mais obscuros são frequentemente ajustáveis através de um labirinto às vezes impenetrável de painéis de controle, políticas de grupo, utilitários de linha de comando especiais, chaves de registro não documentadas, etc. Muitas dessas configurações são trocáveis, não somente pelo usuário, mas por qualquer programa que esteja sendo executado no PC que decida “ajustar” algo. Muito do que tem sido chamado pejorativamente de winrot ao longo dos anos é devido a programas baixados superzelosos que ultrapassam seus limites e instalam serviços do sistema, atualizadores, tarefas de segundo plano e todos os tipos de coisas que tornam o sistema mais lento.

Reconhecemos que em mãos certas, ou nas mãos de alguém que está querendo tolerar as desvantagens, esses não são recursos a serem criticados, mas ativos do Windows. Nossa intenção não é bloquear o Windows, mas oferecer uma plataforma que atenda às expectativas do consumidor de como um dispositivo deve funcionar. Esses ativos são facilmente ou acidentalmente mal utilizados - existe uma forma melhor.

Nosso objetivo no Windows 8 é redefinir as expectativas das pessoas em relação ao seu PC. As configurações mais comumente usadas (aquelas semelhantes às que ficam expostas em muitos telefones ou tablets de hoje em dia) estão disponíveis na nova interface do usuário. Os novos aplicativos do Windows 8 não podem alterar a maior parte das configurações do sistema (com a exceção de alguns recursos especificamente arquitetados, tal como habilitar os serviços de localização ou usar a webcam, o que requer consentimento do usuário).

As atualizações do Windows são aplicadas silenciosamente em segundo plano na “janela de manutenção” do meio da noite sempre que possível. Como os aplicativos do Windows 8 sabem como preservar seu estado, isso é totalmente perfeito para você.

Em dispositivos baseados em SoC, você toca no botão de força para desligar a tela, e nos bastidores, seu PC é imediatamente movido para um modo de baixa energia. Pressione-o novamente e o dispositivo acorda instantaneamente. O Windows 8 transforma o PC em um dispositivo que oferece o tipo de experiência que as pessoas esperam de um dispositivo móvel moderno.

Agora, se você é um especialista que realmente anseia por toda a tradicional flexibilidade e possibilidade de personalização de todos os botões e alavancas do sistema, ainda poderá acessá-los tão facilmente quanto poderia no Windows 7. Essas configurações ainda estão lá, e ainda funcionam. O Painel de Controle, o gpedit.msc, o PowerShell e todos os outros lugares em que você faz personalização de especialista em seu PC ainda estão lá para você. As pessoas que não têm o conhecimento para usar essas configurações avançadas efetivamente podem apenas aproveitar seus dispositivos. E para aqueles que querem esse poder, ele está lá para eles.

Embora esses sete objetivos certamente não fossem as únicas aspirações que tínhamos ao projetar o que se tornou a interface de usuário do Windows 8, eles deram a você alguma ideia do relacionamento entre as tendências que observamos e antecipamos, e como essas observações foram mapeadas diretamente para os objetivos da nova interface do usuário.

Toque como um método de entrada de primeira classe (mas não o único!)

O Windows se inovou continuamente para se adaptar e permitir novas formas de trabalhar com o PC.

As versões anteriores do Windows foram projetadas para serem usadas com um teclado. O Windows ajudou na transição dos usuários para o mouse ao associar um mouse à primeira versão do Microsoft Word, há 25 anos! Essa transição demorou um bocado, já que muitos usuários inicialmente estavam extremamente céticos em relação ao mouse. “Usuários reais só usam o teclado!” (Alguns talvez ainda digam isso. A boa notícia é, temos tudo sob controle.) Obviamente que agora, depois de todos esses anos, é difícil imaginar usar um PC sem um dispositivo apontador.

Em 2001, a Microsoft anunciou o Tablet PC, um “experimento” com um novo tipo de fator forma de PC, utilizado com a caneta. Desenvolvemos o melhor reconhecimento de manuscrito do mercado para determinados idiomas. Fomos pioneiros nas formas de integrar “tinta” a e desenho em programas tradicionais como o Microsoft Office. Experimentamos pela primeira vez com PCs slate que não tinham teclado. Embora a tecnologia não estivesse pronta há dez anos para criar PCs leves e silenciosos o suficiente com tempo de bateria suficiente para tornar esse fator forma amplamente atraente, claramente o Tablet PC acertou muito em termos de prever aspectos futuros da computação.

Portanto, o Windows originalmente tinha suporte a teclado, em seguida, adicionou uma presunção de mouse, depois a habilidade de usar uma caneta. Em cada etapa do caminho, esses dispositivos de entrada foram integrados no núcleo da interface do usuário do Windows sem esquecer ou degradar experiência dos métodos de entrada existentes.

Obviamente, algumas coisas tiveram que mudar a respeito de como a interface do usuário funcionava, conforme cada método de entrada foi adicionado (como, antes você apostava em uma grade de ícones 2D, tal como o Gerenciador de Programas fazia no Windows 3, navegar no teclado com as setas para inicializar um aplicativo se tornou mais complicado versus atravessar uma lista simples). Mas é justo dizer que a partir do Windows Vista, mouse e teclado eram os métodos de entrada de primeira classe, com a caneta como uma forma secundária mas com bastante suporte de interagir com o PC.

O que nos traz para o dia de hoje. No Windows 7, introduzimos o suporte a multitoque no sistema operacional base. O toque é uma aposta de longo prazo incrivelmente importante para nós. Para um número incrivelmente grande de pessoas ao longo do tempo, ele será a forma principal de interagir com o Windows. E para a grande maioria dos usuários, ele será finalmente usado junto com o mouse e o teclado para concluir essa experiência.

Em 2009, quando começamos a planejar o Windows 8, o toque frequentemente era ridicularizado nos telefones - os rumores de um iPhone com um teclado prevaleciam e eram frequentemente esperados. É quase que exótico voltar na especulação de muitos que queriam e esperavam um iPhone com um teclado deslizante.

Hoje em dia, seria muito difícil encontrar muitas pessoas que ainda sonham com um telefone com um teclado físico, embora em um mundo diverso com necessidades diversas, mesmo uma pequena porcentagem de pessoas representa um grande número absoluto.

Tablets, obviamente, não vêm com teclados físicos. Mas há algo diferente a respeito dos tablets - as pessoas ainda desejam um teclado físico. Temos visto surgir incontáveis periféricos que oferecem um teclado para um tablet, como um estojo ou outro acessório. Por que isso? Temos visto diversas vezes que é porque as pessoas desejam usar um tablet em vez de seu PC, e adicionar um teclado é a melhor forma de realizar mais tarefas.

Mesmo na ausência de um software como o Microsoft Office, a realidade é que quando você precisa escrever mais do que algumas linhas rápidas, você anseia por algo melhor do que digitar na tela. As taxas de digitação por meio de toque na tela são, no melhor dos casos, metade das de um teclado físico (e frequentemente muito menores) e, sendo assim, o tempo extra, a energia e o esforço necessário para realizar o trabalho é um problema real.

Assim como sempre há pessoas que poderiam digitar grandes quantidades de texto com T9, há pessoas que juram que digitar por multitoque é mais do que bom o suficiente para o seu trabalho. Entretanto, observando mais amplamente, as pessoas se beneficiam das entradas de usuário altamente precisas, confiáveis e rápidas possibilitadas por um teclado físico, e achamos que um sistema operacional e seus aplicativos não podem comprometer quando há um teclado disponível.

Além dos telefones, o toque se tornou um modelo de usuário único muito difundido para uma vasta série de interações - muitas das quais realizadas por PCs com Windows! De caixas registradoras a caixas eletrônicos, quiosques de aluguel de filmes, check-in de linha aérea e check-out de mercadorias, o toque está literalmente em qualquer lugar. Como você explica para uma criança de 5 anos de idade que quando ela toca na tela de um laptop, nada acontece?

Pensar que o seu PC permaneceria sendo o único dispositivo de computação que você não toca parece ilógico. Isso é reminiscência de debates históricos sobre o uso de cor quando as telas dos PCs eram geralmente monocromáticas; embora a cor esteja em todos os lugares ao nosso redor, muitas pessoas acreditavam que a cor seria uma distração para o trabalho e que deveria ser reservada para diversão. (A equipe do Office realmente tinha um debate significativo sobre o uso de ícones coloridos na primeira versão que introduziu as barras de ferramentas).

Em uma década (ou provavelmente menos), olharemos para esse período de transição e diremos “Ei, você se lembre de como as telas de PC não costumavam ser sensíveis ao toque? Uau, não é estranho pensar nisso agora?”

Projetando uma experiência de toque bem sucedida

Alguns blogueiros escreveram sobre como a Microsoft investiu no desenvolvimento do toque no Windows 7, mas que basicamente teve uma abordagem ruim, conforme evidenciado pelo fato do toque em telefones e tablets superar a experiência nos dispositivos baseados no Windows. Voltando para as primeiras demonstrações públicas do Windows 7, trabalhamos duro no toque, mas a nossa abordagem para implementar o toque como um adendo ao software de área de trabalho do Windows já existente não funcionou muito bem. Adicionar o toque além dos paradigmas de UI projetados para mouse e teclado atrapalhou a experiência.

Demos um passo atrás e mudamos substancialmente a nossa abordagem e a nossa implementação do toque para Windows 8.

Nossa abordagem para adotar o toque no Windows 8 envolveu duas partes:

1. Aprimorando o toque na área de trabalho.

Sabíamos que precisávamos aprimorar o toque na área de trabalho existente com base nos comentários que recebemos de usuários de toque no Windows 7. Criamos destinos de toque mais largos, espalhamos um pouco mais os controles e adicionamos lógica de destino indistinta para tornar mais fácil pegar controles comuns como bordas de janela dimensionáveis.

Resistimos à tentação de fazer as pessoas escolherem entre o uso do mouse + teclado OU toque. Muitos elementos dos aplicativos de desktop apenas presumem que as pessoas estejam usando um mouse e um teclado, e nenhuma melhoria que fizermos na experiência de toque na área de trabalho pode corrigir o que foi presumido e projetado nessas interfaces de aplicativo existentes. (Afinal, esses programas já foram lançados no mercado, em muitos casos há uma década ou mais!)

Entretanto, acreditamos que o toque seja um adendo útil ao mouse e ao teclado na área de trabalho. Historicamente, um novo método de entrada é perfeitamente integrado conforme as pessoas aprendem a usá-lo melhor. Menos de contexto, atalhos de teclado, barras de ferramentas e menus são formas diferentes de fazer a mesma coisa, já que cada um faz sua própria escolha sobre o que funciona melhor para si.

O toque evoluirá da mesma forma. Tendo usado um laptop habilitado para toque todo dia no ano passado (um tablet x220 da Lenovo), tive dificuldade para me imaginar não podendo tocar na tela para rolar, ou tocar nos botões OK ou Cancelar em uma caixa de diálogo. Sempre que uso um laptop que não é sensível ao toque, é como se eu tivesse esquecido de como se usa o PC. Obviamente que o toque não é a forma principal em que eu uso esse laptop, mas é uma parte fundamental de como interajo com ele. Mesmo no monitor de tela maior que uso no trabalho, instintivamente toco nele - não penso “como essa tela está conectada a um PC de mesa, não posso tocar nele”.  

2. Criando um ambiente exclusiva ou principalmente adequado para entrada de toque.

Nos novos aplicativos WinRT e na nova interface do usuário, o toque é promovido a um cidadão igual ao mouse e ao teclado. Assim como você pode usar um PC com mouse e teclado apenas (ou apenas o teclado), você também pode ter a ótima experiência de usar a interface do usuário apenas com toque. Em outras palavras, aspiramos projetar uma experiência de usuário que seja nova, funcione apenas com dispositivos de toque como o primeiro e único método de entrada, e quando um mouse e teclado são adicionados, esses possam ser usados exclusivamente ou com toque. Atalhos de teclado estão lá assim como gestos - você escolhe com base em sua preferência e nos recursos de seu PC.

Muitos opinaram que o toque pode não ter função em determinados fatores forma - todos nós estamos familiarizados com aqueles que são rápidos em fazer comentários sobre braços de gorila, impressões digitais, cutucar uma tela, e assim por diante. Muitos comentários com o mesmo tom foram a base da reação negativa inicial ao mouse—“ele faz com que eu mova minha mão da linha inicial no teclado”, “Meus punhos ficam inchados”, “ele tira o meu foco do meu trabalho enquanto olho a tela”, etc.

Embora a ergonomia de um tablet colocado em um dock com um teclado seja semelhante a de um laptop sensível ao toque, não há dúvida de que o toque é novo e diferente em um laptop e desktop. Mas quando você considera que não pensamos que ele tenha que ser usado exclusivamente, ele começa a parecer apenas um benefício quando existe. (E nosso design não presume que ele sempre exista - embora pensemos que você aprenderá a sentir falta dele quando ele não existir).

Projetamos o Windows 8 para levar em conta o desejo de ter um PC que funcione da mesma forma que você - caso você queira um laptop com um teclado permanente, um tablet com um teclado que você pode anexar (com ou sem fio), ou um meio termo. O toque funciona entre todos esses fatores forma, e você escolhe o método de entrada a ser usado em que momento. Isso é o que queremos dizer quando afirmamos que o Windows 8 fornece uma experiência sem comprometimento.

O estilo Metro e a área de trabalho: trabalhando juntos

A maior parte desta postagem discutiu algumas das formas em que projetamos o Windows 8 em resposta às tendências que observamos: a popularidade dos laptops e tablets, e a expectativa natural de excelente duração da bateria; um foco nas pessoas e atividades como o centro de atenção mais do que apenas arquivos e documentos; a onipresença dos serviços na nuvem; e a futura prevalência universal do toque em cada PC.

Sendo assim, qual é o papel da área de trabalho do Windows está claro.

Ele é bem direto. A área de trabalho está lá para executar os milhões de programas poderosos e familiares já existentes do Windows projetados para o mouse e o teclado. Office. Visual Studio. Adobe Photoshop. AutoCAD. Lightroom. Esse software é amplamente usado, cheio de recursos e possibilita o grosso do trabalho que as pessoas fazem hoje em dia no PC. Antecipando (junto com as metáforas tais como dimensionamento de janela separado manual e a colocação de sobreposição), trata-se de um enorme benefício quando comparado com tablets sem recursos ou programas. É uma meta de design explícita do Windows 8 desenvolver esse software, executá-lo melhor do qualquer versão anterior do Windows e fornecer o melhor ambiente possível para esses produtos, conforme eles evoluem para o futuro também.

Vemos a nossa abordagem validada de tempos em tempos novamente. Por um lado, os fabricantes de tablets e telefones estão em uma corrida para adicionar “recursos de PC” aos seus dispositivos: suporte a periféricos como impressora, acesso remoto, telas de alta resolução ou classes de novas APIs para desenvolvedores que já existem no Windows. Ao mesmo tempo, também vemos os consumidores exigindo recursos que já existiam há anos no Windows nessas plataformas - de coisas tão mundanas quando o suporte a teclado e mouse, a coisas tão complexas quando o suporte a vários monitores, processamento em segundo plano ou ferramentas de acessibilidade de terceiros.

Em outras plataformas de tablet, houve interesse significativo dos clientes nos aplicativos a serem trazidos para a área de trabalho do Windows, executando software como o Office, aos dispositivos sensíveis ao toque. Essas soluções usam tecnologias remotas através da rede para enviar imagens da tela e entradas de toque entre o tablet e um PC real com Windows. Obviamente, como esses dispositivos de tablet não têm suporte nativo a software do Windows ou a um mouse, e como eles requerem conectividade de rede ininterrupta, a experiência é subótima — sujeita a atrasos frustrantes, pixilation e desconexões do PC host.

Não vemos a área de trabalho como um modo, herança ou o contrário - ela é simplesmente um paradigma para trabalhar que é adequado para algumas pessoas e aplicativos específicos. Isso é muito parecido com a pessoa que usa um “telefone” celular, mas que realmente utiliza o navegador móvel e o cliente de email e raramente usa aplicativos ou o telefone. É como a pessoa que tem um tablet novinho em folha mas usa somente o navegador da Web.

A área de trabalho é uma ótima forma de se trabalhar com o mouse/teclado e um monitor grande ou vários monitores. É um paradigma poderoso e flexível, que permite um controle convincente sobre o tamanho e o layout das janelas na tela.

Se você apenas quer “viver na área de trabalho”, se você não planeja nunca usar um PC com toque ou usando quaisquer aplicativos da Windows Store, O Windows 8 ainda tem muito a oferecer. A experiência de área de trabalho do Windows 7 foi trazida à baila e significativamente aprimorada, com adições como o novo Gerenciador de Tarefas, o novo Explorer e a interface do usuário de cópia de arquivo, Hyper-V no cliente, a barra de tarefas de vários monitores e o papel de parede, etc. E tudo em um pacote que usa menos recursos do sistema do que o Windows 7. A nova tela inicial é simplesmente uma continuação da tendência do Windows 7 de unificar elementos discrepantes da interface do usuário - inicialização, alternância e notificações.

Realmente, a escolha é sua. Você pode usar somente aplicativos de desktop, se quiser. Você pode usar somente novos aplicativos e nunca deixá-los, se quiser (nesse caso, todo o código da área de trabalho não é sequer carregado). Ou, você pode optar por mesclar e coincidir aplicativos que sejam executados em ambos os ambientes. Achamos que a curto prazo todo mundo irá mesclar e coincidir, simplesmente porque existe muita energia de desenvolvimento criativo sendo colocada nos novos cenários possibilitados pelos novos aplicativos do Windows 8.

Dois dispositivos, não três

Imagine um tablet. Leve e fino. Vida útil da bateria incrível. Tela deslumbrante. Você pode deitar no sofá curtindo uma experiência bela, fluida, fazendo coisas de que gosta em um tablet: jogando jogos, se socializando, navegando na Web, lendo, retocando fotos, assistindo à TV. Você fica imerso em sua experiência, fazendo as coisas que adora fazer. Você o entrega para a sua filha e ela sabe exatamente como usá-lo.

Mas então, se você quiser ter um pouco mais de controle e eficiência, pode colocar esse mesmo tablet em um local e anexar um teclado, ou apenas deixar um teclado ao redor e, de repente, ter uma experiência completa de área de trabalho do Windows, com Microsoft Office completo, vários monitores, periféricos e um mouse.

Ou, imagine um laptop peso-pena com uma linda tela grande e um ótimo teclado. Mas além de fazer tudo o que você faz co o seu laptop hoje em dia, também é possível usar seus novos aplicativos favoritos criados para os tablets atuais.

O Windows 8 imagina a convergência de dois tipos de dispositivos: um laptop e um tablet. Em vez de carregar três dispositivos (um telefone, um tablet e um laptop), você carrega apenas um telefone e um PC com Windows. Um PC que seja o melhor tablet ou laptop que você já usou, mas com recursos da área de trabalho familiar do Windows, se você precisar. Você pode optar por carregar um tablet, ou pode escolher um laptop/conversível, mas não precisa carregar ambos junto com o seu telefone. Você nunca pensa sobre uma escolha, ou se preocupa com a escolha do que levar. As coisas apenas funcionam sem compromisso.

Um ótimo hardware como esse praticamente ainda não existe, mas estará disponível em vários lugares mais para o fim deste ano. Essa é a promessa da experiência do Windows 8. Com um pouco de imaginação, você pode começar a ver por que esse tipo de dispositivo mudará a forma em que você pensa em um PC.

Atualizando a aparência visual da área de trabalho

Vários blogueiros pensaram sobre o quanto iríamos mudar a aparência visual da área de trabalho no Windows 8.

Gostamos de ver as pessoas em vários sites postarem capturas de tela de seus projeto propostos para a “Metronização” da aparência visual da área de trabalho. É estimulante ver o interesse e a paixão que envolve projetá-los!

Gastamos muita energia considerando cuidadosamente como atualizar substancialmente a aparência da área de trabalho no Windows 8. Observamos muitas, muitas imagens e consideramos centenas de projetos. Nossa meta principal era trazer harmonia visual para o Windows, e ainda preservar muito da aparência familiar da área de trabalho do Windows 7 e sem sacrificar a compatibilidade dos aplicativos existentes.

No fim, decidimos aproximar mais a área de trabalho da estética Metro, embora preservando a compatibilidade proporcionada por não alterar o tamanho do cromo da janela, controles ou interface do usuário do sistema. Superamos o Aero Glass - mesclando superfícies, removendo reflexos e redimensionando gradientes que desviam a atenção.

Algumas das considerações que fizemos:

  • Embora grande parte da interface do usuário estilo Metro use texto branco em um plano de fundo colorido saturado, a área de trabalho no Windows 8 continuará a usar texto preto em cromo de cor clara, como no Windows 7. Essa opção foi feita para ajudar a preservar a compatibilidade máxima com os programas existentes.

    Desde o lançamento do Windows Vista (que introduziu o Aero Glass), muitos programas da área de trabalho se integraram ao glass, presumindo que eles devem personalizar o texto escuro de desenho com uma textura “desfocada” nublada por trás da qual seu texto se torna legível.

    Alguns de vocês devem lembrar dos problemas substanciais de compatibilidade que surgiram quando as cores do sistema mudaram de clara em escura (Windows XP) para escura em clara (Windows Vista.) Levaram-se muitos anos para que isso fosse totalmente resolvido. Preferimos não reintroduzir esses problemas de compatibilidade novamente na outra direção. Portanto, a “correspondência de cores” com o novo design da área de trabalho não é inteiramente possível. 

  • Mas, ao mesmo tempo, queremos que as janelas da área de trabalho continuem a parecer leves e arejadas, e queremos um estilo de cromo que não desvie a atenção do conteúdo do aplicativo. Falamos sobre os aplicativos estilo Metro como sendo “sem cromo”, (ou seja, sem barra de título, bordas ou interface do usuário do Windows em torno deles). Os aplicativos de desktop, por outro lado, têm muito de cromo. Quando você adiciona a cacofonia de um grupo dessas janelas flutuantes na tela, de repete, você tem diversos cromos implorando por sua atenção. O Aero foi projetado para ajudar o conteúdo do aplicativo a ser o centro da atenção, e para a interface do usuário do sistema Windows recuar no plano de fundo. Isso ainda é importante hoje em dia, e embora estejamos superando o Aero, não queremos perder de vista essas metas.
  • Compatibilidade visual com o Windows 7. O Windows 7 é a versão mais popular e amplamente usada do Windows até agora. Fizemos um esforço consciente de relacionar a aparência visual da área de trabalho do Windows 8 com a aparência visual da familiar área de trabalho do Windows 7. Isso ajuda as pessoas que querem usar predominantemente a área de trabalho a se sentirem confortáveis e imediatamente em casa no novo ambiente.

Fizemos inúmeras melhorias na aparência visual da área de trabalho do Windows 8. Embora quiséssemos que a área de trabalho parecesse familiar, também quisemos usar algumas ideias de nossa nova linguagem de design e aplicá-las onde pudéssemos.

Aplicamos os princípios de “limpeza e nitidez” ao atualizar a janela e o cromo da barra de tarefas. O efeito de transparência e os reflexos se foram. Protegemos as bordas das janelas e da barra de tarefas. Removemos todos os brilhos e gradientes encontrados nos botões dentro do cromo. Tornamos a aparência das janelas mais clara, removendo sombras e transparências desnecessárias. O cromo de janela padrão é branco, criando uma aparência arejada e excelente. A barra de tarefas continua a se misturar com o papel de parede da área de trabalho, mas aparece menos complicada no geral.

Para concluir a história, adaptamos a aparência da maioria dos controles comuns, tais como botões, marcas de seleção, controles deslizantes e a Faixa de Opções. Protegemos as bordas arredondadas, limpamos os gradientes e achatamos os planos de fundo de controle para alinhar com as nossas mudanças de cromo. Também ajustamos as cores para torná-las mais modernas e neutras.

Duas janelas sobrepostas mostradas abertas na área de trabalho do Windows 8.

Embora algumas dessas alterações visuais sejam sugeridas no Release Preview futuro, muitas delas ainda não estarão disponíveis publicamente. Você verá todas elas na versão final do Windows 8!

Como as pessoas vão aprender a usar o Windows 8?

Como as pessoas experimentaram o Consumer Preview, algumas delas fizeram perguntas publicamente sobre a “possibilidade de aprender”. A nova interface do usuário introduz alguns novos conceitos para o PC: em particular, passe o dedo da borda (para toque) e mova para o canto (para o mouse.)

Nenhum gesto funciona perfeitamente no Consumer Preview - deve-se esperar que algumas coisas não serão perfeitas quando projetamos e testamos efetivamente o produto abertamente como fazemos. Os cantos são muito frágeis para alcançar confiavelmente com o mouse agora, e é muito fácil “cair” deles de forma frustrante. Já aprimoramos significativamente isso nas compilações internas. E o hardware sensível ao toque de hoje em dia, que foi projetado para Windows 7, nem sempre faz um grande trabalho de interpretar as passagens de dedo a partir da borda. A boa notícia é que o hardware projetado para Windows 8 terá uma excelente detecção de borda, e nossos parceiros fabricantes de dispositivo têm trabalhado nisso por um longo tempo.

Portanto, os próprios gestos funcionarão de forma mais consistente, e estaremos melhor ajustados do que no Consumer Preview. Mas como as pessoas vão aprender a usá-los?

Postaremos mais sobre as possibilidades de aprendizado em breve: sobre como as pessoas descobrem e compreendem novos conceitos, e as etapas específicas que seguiremos para garantir que as pessoas não se sintam perdidas na primeira vez em que sentarem diante de um PC com Windows 8.

Mas, fundamentalmente, acreditamos nas pessoas e em sua habilidade para se adaptar e seguir adiante. Durante a história da computação, as pessoas sempre tem se adaptado a novos paradigmas e métodos de interação - mesmo quando apenas estão alternando entre sites e aplicativos e telefones. Ajudaremos as pessoas a começarem com o pé direto, e acreditamos que as pessoas vão rapidamente considerar os novos paradigmas como sendo sua segunda natureza.

Olhando para o futuro

A experiência de usuário do Windows 8 está olhando para o futuro, embora respeite o passado. Ela reimagina o que um PC é capaz de fazer, os cenários para os quais ele está otimizado, e como você interage com ele. Ela possibilita o uso de tablets e laptops que são incrivelmente leves e finos, com excelente vida útil de bateria, que você pode usar com toque e teclado e mouse em qualquer combinação que preferir. Ele também é o sistema operacional mais capaz, enxuto e utilizável a ser usado em PCs desktop e simuladores de jogos.

A nova experiência de usuário do Windows 8 nada mais é do que uma aposta no futuro da computação, e reivindica um direito ao papel do Windows nesse futuro. Tentamos quebrar o paradigma ao imaginar como o uso de um PC pode se tornar uma experiência fluida e prazerosa, como os aplicativos devem funcionar juntos para simplificar as tarefas que você faz todo dia, e como uma única tela poderia reunir tudo o que você adora e gosta em local sempre atualizado.

Acreditamos em convergência - isso aconteceu com frequência na tecnologia, e continuará acontecendo. Acreditamos que você vai querer carregar menos dispositivos mais capazes. Além do seu telefone, você deseja apenas um dispositivo que seja igual em casa no sofá e na mesa. Você quer um dispositivo que seja leve o suficiente para carregar por horas, mas poderoso o suficiente para fazer trabalho real com software familiar e cheio de recursos - e que também permite um mouse ou teclado físico, se você quiser. Um dispositivo que seja profundamente pessoal, que compreenda a nuvem de forma nativa, que transfere suas configurações e conteúdo aonde quer que você vá.

Sim, existem partes da interface do usuário do Windows 8 que geraram discussões e até mesmo debate, e aspectos da mudança que levarão algum tempo para as pessoas compreenderem e digerirem. Qualquer mudança, particularmente aquela que não apenas segue os passos do que todo mundo está fazendo, pode ser difícil de entender completamente à primeira vista e trará sua parte de crentes entusiasmados e pessoas do contra.

A imagem completa da experiência do Windows 8 somente emergirá quando os novos hardwares de nossos parceiros se tornarem disponíveis, e quando a Loja abrir para todos os desenvolvedores começarem a enviar seus novos aplicativos. Ao mesmo tempo, não há dúvidas de que todos os recursos do Windows 8 são atraentes no hardware atual projetado para Windows 7 - com ou sem toque. Já que projetamos o Windows 8 para funcionar bem com laptops e desktops, ele funcionará naturalmente para o seu hardware com Windows 7. Pense nas versões anteriores do Windows que funcionavam no hardware existente, mas que eram ainda melhores no novo hardware. Essa é a nossa abordagem no Windows 8.

Em 1993, quando a atualmente familiar experiência de usuário do Windows 95 foi projetada pela primeira vez, os PCs eram bege, pesados, desconectados e ficavam sob uma mesa de escritório conectado o tempo inteiro. O custo médio de um PC em dinheiro atual era U$ 3450 !

Hoje em dia, os PCs estão na cozinha, na sala de estar, na cafeteria, em sua bolsa, no trem, no banco do carona de seu carro. Cada vez mais eles são móveis, sempre conectados, têm preço acessível e são bonitos. E os PCs com Windows estão no local de trabalho, independentemente de onde seja ou para onde se mova. O que poderia ter parecido irreconhecível e “pós-PC” 20 anos atrás agora é a verdadeira definição de um PC.

O mundo muda e se move para a frente. O Windows continuará a mudar também, como tem feito durante sua história de 27 anos.

Nossa visão para o Windows 8 era criar uma experiência de usuário moderna, rápida e fluida que define a plataforma da próxima década de computação. Uma que subverte a forma convencional em que as pessoas pensam sobre tablets e laptops e a função dos dispositivos que elas carregam.

Quisemos criar uma experiência que funcione seja qual for a forma em que você deseja trabalhar, impulsionando uma nova classe de PCs que você tem orgulho de possuir e adora ter em sua vida.

Jensen Harris