É isso mesmo, amanhã pego meu avião para SP, onde participarei do JustJava e com direito a uma palestra sobre interoperabilidade, que farei juntamente com o Rogério Moraes. Acha que eu estou brincando? Então dá uma olhada no calendário (http://soujava.org.br/display/v/Grade+de+Palestras), quinta-feira, 14:00h. Além de mim, o Rogério Cordeiro também vai fazer uma apresentação sobre interop.

O curioso da minha participação no evento foi ver como as pessoas reagiam quando eu comentava que faria essa palestra: você está louco? Vai levar guarda-costas? Para que isso, fica em Brasília... Três palavras: divertido, curioso e ruim.

Divertido pelas piadas, gosto de rir no meu trabalho. Curioso por ser uma reação mais do que comum. Ruim porque essa postura, que começa como uma brincadeira, pode acabar se solidificando e criando barreiras para o profissional.

A meu ver, é natural encontramos por aí pessoas que defendem o .NET e pessoas que defendem o Java, e que você acabe tomando partido por aquela tecnologia que conhece mais. Porém, no momento que isso se torna uma lei para a pessoa, ela acaba se isolando do que está acontecendo no mundo da tecnologia e perdendo um pouco a perspectiva das coisas. Como não posso falar por todos, vou falar da minha experiência...

Primeiro ponto que levo a sério: nunca falo mal de outras tecnologias! Sei que cada uma vai possuir seus pontos fracos e fortes e, no fundo no fundo, sou amante da computação, seja ela exposta da maneira que for. Algumas pessoas me perguntaram porque trabalho hoje na Microsoft, a resposta: circunstâncias! Comecei minha carreira trabalhando com LAMP, depois peguei um estágio em uma parceira da Microsoft e... aqui estou. Nota: estou feliz com as nossas tecnologias e acho que temos uma plataforma robusta e consistente. Trabalharia com outras tecnologias, sem o menor problema, mas realmente gosto da empresa e do que eu faço hoje.

Aonde eu quero chegar com esse papo... Precisamos de ter uma postura receptiva, sempre!

Em grandes empresas (por exemplo), sempre vamos ter que lidar com ambiente heterogêneos, onde podemos optar por ter uma postura fechada e passar a responsabilidade para outro ou tentarmos fazer as aplicações conversarem, através de soluções de interoperabilidade. Se você é um funcionário capaz de fazer isso, ponto para você.

Para isso, é necessário uma mudança de percepção do que está a nossa volta. Freqüentemente eu vejo pessoas criticando tecnologias que nem conhecem, repedindo frases que ouviram por aí, sem saber se é realidade ou não. Peguemos por exemplo o SQL Server, onde alguns ainda possuem uma perspectiva de mais de 10 anos (isso mesmo, DEZ!) atrás e acham que não é um produto robusto e enterprise-ready. Humpf! Coloca um SQL Server na minha mão e vamos ver se ele não escala e responde direitinho...

Assumo aqui também uma falha minha, pois eu não conheço bem produtos de outros fabricantes. Já pedi várias vezes para fazer treinamentos de outros banco de dados, pois sei que posso entender melhor o SQL Server através de comparativos, mas esse meu desejo ainda não foi atendido. Contudo eu consegui uma pequena vitória pessoal na semana passada: comecei um pequeno grupo de estudos sobre SQL Server aqui em Brasília e tinha presente na sala alguns DBAs Oracle... Tivemos conversas super interessantes, onde aprendemos muito uns com os outros e por fim um dos participantes (DBA Oracle) virou para a turma e disse: Achei que viria aqui e só ouviria papo furado sobre o SQL Server, a postura e discussão aberta me ajudou a entender melhor o produto e saber que posso tirar muitas coisas de valor daqui. Lindo, só não chorei porque ia pegar mal. J

E o JustJava? Acredito que nos próximos três dias eu terei uma experiência das melhores, onde além de fazer uma apresentação para um público que normalmente não está acostumado a trabalhar e conhecer a nossa plataforma, vou poder apreciar diferentes produtos, abordagens e maneiras de pensar. No fim, tenho certeza que vou sair de lá mais maduro do que entrei e, espero que outras pessoas possam compartilhar o mesmo quando o evento acabar.

O homem não é uma ilha (e nem a SUA tecnologia!), se você pensava assim, pense de novo...

[]s
Luciano Caixeta Moreira
luciano.moreira@microsoft.com
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