Antes de tudo, uma boa notícia. O blog do SQL Data Services (SDS) acabou de anunciar que o SDS vai sim se tornar compatível com o SQL Server, lidando com T-SQL, triggers, Views e outros. Esta é uma ótima notícia do ponto de vista de compatibilidade, tornando simples a migração de uma aplicação seja para o Azure ou para usar um banco de dados na nuvem. Você pode ler mais em http://blogs.msdn.com/ssds/archive/2009/03/10/9469228.aspx. Um texto relevante deste blog é:

O que isso significa para os desenvolvedores? Os desenvolvedores poderão facilmente provisionar um servidor lógico e um banco de dados e começar a desenvolver imediatamente contra ele, usando as ferramentas existentes e as tecnologias que eles estão já acostumados. Estamos fornecendo uma experiência na qual um desenvolvedor pode pegar um aplicativo existente bastando alterar a string de conexão para apontar para a nuvem e fazê-lo funcionar.

Minha única dúvida é se conseguiremos manter o mesmo nível de escalabilidade dinâmica que era garantida antes (a tal discussão sobre ACID X BASE). Assim que tiver respostas, conto para vocês.

Uma segunda dica: tenho acompanhado a discussão sobre taxonomia das aplicações e infraestruturas na nuvem e finalmente achei uma simples e que mapeia muito facilmente no Azure (ver http://www.cs.ucsb.edu/~lyouseff/CCOntology/CloudOntology.pdf). Como o texto apareceu em Novembro de 2008,ele não fala do Azure (que estava em gestação desde 2006). Mas é surpreendente a semelhança (ver figura abaixo) ...

  • SaaS – aplicações expostas pela Internet;
  • PaaS – plataforma para ser usada pelos desenvolvedores que provê API’s e ambiente em tempo de execução (no Azure => a API do Azure com Blobs, Tables e Queues);
  • IaaS – Infraestrutura de recursos virtualizados oferecidos pela nuvem (no Azure => o Windows Server 2008 virtualizado);
  • DaaS – Dados oferecidos como serviços (no Azure => Azure Data Services);
  • CaaS – Comunicação como Serviço (no Azure => Azure .Net Services com os serviços de autorização, mensagens e workflow);

A maior diferença que vejo é que, na figura, tudo parece ser acessível apenas por aplicações SaaS. No Azure, outras aplicações fora do Datacenter também podem usar parte da sua infraestrutura.

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Abraços