É curioso ver como a classificação “2.0” vem sendo amplamente adotada nos mais variados cenários.
Ontem palestrei no Congresso TV 2.0 na AMCHAM e posso dizer que o termo realmente faz sentido para este mercado. Estavam presentes grandes emissoras, portais web, operadoras de TV a cabo e telefonia, além de estúdios e produtores. Para acessar o ppt, veja este link.
Para mim está claro que a pergunta não é se a TV 2.0 vai acontecer, a pergunta é “Como e com qual velocidade ela vai acontecer”
Existe uma inércia compreensível para se mover dos modelos tradicionais. Vamos falar de advertising… Entre 2007 e 2008 o volume investido em publicidade OnLine no Brasil duplicou, atingindo mais de R$ 700 milhões, mas mesmo assim representa uma pequena fatia no bolo da publicidade. Sem falar na dificuldade em “provar” o retorno do investimento.
Se um anunciante vai para a TV, ele pergunta quantos pontos de IBOPE o programa tem. As pessoas sabem trabalhar com esta informação, mas quando vamos para web temos “page views” e “unique visitors”. Como isto se compara com pontos de IBOPE? A comparação fica difícil… São bananas contra laranjas…
Esta inércia está desacelerando a chegada da TV 2.0. As empresas preferem uma evolução ao invés de uma revolução. A evolução está vindo através de mais canais HD pelas operadoras de TV a Cabo, recursos de catch-up e Anytime, replica de conteúdo de TV na Web e popularização de Video-on-Demand (VoD), por exemplo. Entretanto, o quente da TV 2.0 é a revolução! Preparei um TAG cloud com alguns recursos com o potencial de revolucionar:
Acredito que, em breve, veremos uma forte movimentação para Recursos Sociais e Consume on-the-go.
Nos primórdos de rádio e TV, ficou claro que ambos eram equipamentos nativamente sociais. As pessoas se agrupavam para ouvir um programa no rádio ou mesmo na TV. Ainda hoje, como temos uma transmissão linear, o papo na segunda feira de manhã é sobre o futebol ou o filme que passou na TV no final de semana.
Com a popularização do VoD, a atividade está se tornando mais individual.
Hoje programas de TV já fazem forte uso de SMS para votação e interação com os expectadores (até porque existe um fonte de receita considerável neste modelo). Imaginem as possibilidades de assitir um conteúdo no computador e chamar os amigos para assistir o mesmo conteúdo, aplicar conceitos de folsksonomy para ajudar a escolher um conteúdo.
O Live Messenger está aplicando este conceito no Messenger TV e garantindo que assistir um vídeo continue sendo uma atividade social.
Quando a Netflix adicionou o XBOX em seu portfolio, ela não apenas estendeu sua abrangência para 17 milhões de assinantes do XBOX Live, mas ganhou também recursos sociais nativos do XBOX. Assim é possível assistir um filme do Netflix e convidar amigos para um chat de voz enquanto todos assistem.
Além de Netflix, veja outras grandes emissoras têm feito com tecnologia Microsoft:
Além de interatividade social, outro desafio que deve ser prioridade é o consumo de qualquer conteúdo em qualquer dispositivo a qualquer hora. Do lado do usuário é uma questão de transparência e simplicidade!
A Microsoft possui tecnologia para a revolução da TV 2.0 aconteça hoje! São servidores robustos para o encoding e proteção de conteúdo, dispositivos e software na web e no desktop para que o consumo seja feito de acordo com a demanda do usuário. Esta plataforma completa e integrada permite que a complexidade de se avançar para a TV 2.0 seja bem simplificada, diminuindo o time-to-market e reduzindo o custo de desenvolvimento e manutenção.
E você? Vai evoluir ou revolucionar?
Grande abraço,
Richard Chaves
Para saber mais: