Aceitei o convite para fazer uma paletra no Comitê de Empreendedorismo e TI da Amcham de Pernambuco. Estava curiosa para encontrar as empresas que fazem parte do BizSpark e entrar em contato com as novas empresas da região. Tenho sentido falta desse burburinho de novas empresas no setor de TI de Pernambuco e fiquei feliz em saber que a incubadora do Porto Digital saiu do papel. Foi criada para atender as demandas das outras cadeias produtivas do Estado de Pernambuco. Interessante este modelo porque tem a possibilidade de aumentar a produtividade de áreas como petróleo e gás, fruticultura etc.

Comecei a palestra falando de dropout. Acho que esse é um assunto que deve ser debatido em qualquer circunstância. O papel da educação está mudando radicalmente e uma escola que ensine no mesmo modelo secular, vai ser no mínimo muito desinteressante.

Como ensinar jovens que tem acesso a informação em um mundo em constante mudança de direção? E, principalmente, como formar a próxima geração de empreendedores e líderes? Esse é um assunto que estamos debatendo também com a Endeavor e a Kaufmann Foundation. E é um desafio enorme para o Brasil superar.

Não tenho absolutamente nada contra emprego público. E acho que essa nova geração de pessoas hiper qualificadas que estão fazendo concursos atualmente podem fazer a diferença na qualidade do serviço. Também acho que devem receber um salário adequado para uma vida confortável. Mas sempre fico com uma pulga atrás da orelha quando vejo um jovem extremamente qualificado em áreas como setor aeroespacial fazendo um concurso para um cargo técnico que não tem como explorar toda essa expertise.

Essa cultura inovadora é um dos fatores que influenciam e determinam a capacidade empreendedora de um país, juntamente com taxas, burocracia, acesso ao capital, qualidade de telecom, acesso à bandar larga a um preço justo etc.

O que você acha que nós podemos fazer e o que você pode fazer para colaborar?