Olá,

O primeiro dia do ALM Summit aqui em Redmond foi fantástico.

Não só pelo fato do Brasil ser o país que tem mais participantes de fora dos Estados Unidos, mas pela dinâmica de como o evento foi organizado, as palestras, workshops, open spaces e a interação entre pessoas de diferentes países e experiências.

Participei de uma das tracks de Agilidade e gostaria de dividir um pouco minha percepção sobre este primeiro dia;

A palestra de abertura do Forrester, liderada pelo analista Thomas Grant, trouxe algumas questões fundamentais sobre a “urgência” das empresas olharem para ALM.

O ciclo virtuoso entre tecnologia que aprimora o negócio e o negócio que exige mais de tecnologia, já que este agora é mais dinâmico, justamente pelo fato da tecnologia ter lhe proporcionado mais agilidade faz com que empresas tenham ALM como tema central das agendas de gestores das áreas de desenvolvimento.

Além disso, a plataforma onde as aplicações rodam mudou e continuará mudando (em 2013 espera-se que mais dispositivos móveis sejam vendidos do que PCs); A prioridade nas empresas, ainda segundo estudos do Forrester, apontam para a construção de aplicações “customer facing” e a convivência entre o “velho” (legado) e o novo (aplicações em múltiplas plataformas) torna a discussão sobre a necessidade de ALM ainda mais calorosa.

Se ALM é uma questão que as empresas precisam atentar de forma mais contundente, agilidade surge como o novo paradigma da indústria de desenvolvimento (na verdade, não tão novo assim);

A palestra tratou ainda da evolução dos processos de desenvolvimento, abordando questões como linhas de cõdigo (LoC) serem a forma de “medir” produtividade de um desenvolvedor, modelagem de processos ou processos que descrevem nos mínimos detalhes o que cada um deve fazer, ou estabelecem “checklists” faz com que desenvolvimento de software seja tratado como um processo fabril.

A realidade é que construir software faz com que trabalhemos muitas vezes com o “desconhecido”, exige experimentação, tem um modelo mental diferente do “fabril” para solucionar um problema, a complexidade em si de um sistema, o que faz com que uma abordagem “holistica” seja aplicada ao invés de “algoritimica” (nem sei se esta palavra existe).

Isso reforça o advento de metodologias ágeis, pois elas ajudam equipes a lidar com o desconhecido, permite a correção ao longo do curso, a evolução ocorre de maneira incremental, dá espaço para criatividade aflorar, enfim, proporciona uma ferramenta importante para equipes de desenvolvimento.

Por fim, Thomas trouxe para mesa uma questão interessante: a de que empresas estão sim migrando para um modelo mental mais “ágil” ou adaptativo, porém não estão abandonando questões mais “tradicionais” como release de software em ambiente de produção, criando aquilo que ele chamou de “Water-Scrum-Fall” (a plateia assustou com esse termo).

Segundo sua visão equipes de desenvolvimento tem que aproximar-se da produção e não achar que ao fazer o checkin de um código no repositório seu trabalho esta acabado.

A segunda palestra foi a de “Continuos Feedback” e tratou de questões bastante interessantes:

É muito bom ver como fazemos as coisas dentro de casa; foi uma apresentação excelente e prática de feedback continuo e suporte a entrega continua baseado em milestones bemdefinidos e um entendimento correto do negócio usando os novos recursos do Visual Studio vNext (11).

O palestrante demonstrou como virão as novas formas de prototipação, com diferentes tipos de aplicações, seus templates e a facilidade de uso do powerpoint completamente integrado ao processo de desenvolvimento. A reutilização de templates promovendo a construção natural de uma biblioteca de conhecimento e captura automática de toda inteligência desenvolvida.

Presenciamos na Storybording conectado com o workiten e as ferramentas de feedback continuo, não da pra descrever... é preciso ver.

Veja você mesmo no laboratório do #Dev11:
http://blogs.msdn.com/b/briankel/archive/2011/10/18/brazilian-portuguese-visual-studio-11-alm-hands-on-labs.aspx
http://blogs.msdn.com/b/briankel/archive/2011/10/26/november-2011-refresh-of-visual-studio-2010-rtm-virtual-machine-with-sample-data-and-hands-on-labs.aspx

A terceira palestra tratou sobre como principios de agilidade estão sendo incorporados no processo de pesquisa de Experiência do Usuário; Uma palestra incrível liderada por uma psicóloga que trabalha como pesquisadora na Microsoft com usuabilidade e como ela tem ajudado o time de desenvolvimento do TFS melhorar alguns pontos para facilitar o uso da ferramenta.

A expressão “Agile UX” foi utilizada diversas vezes ao longo dessa apresentação.

Desculpem o longo post, mas queria passar um pouco daquilo que estamos acompanhando no evento.

Ainda esta semana colocaremos as palestras no Sky Drive do Visual Studio, ok?

Um grande abraço,

Rodrigo de Carvalho
Gerente de Produtos Ferramentas de Desenvolvimento
Twitter @rodrigoorzari

OBS.: Bruno Lichot – especialista em ALM e QA da Microsoft – contribuiu para este post.